Cuidados para evitar o parto prematuro

Em 2013, circulou nas redes sociais um vídeo emocionante sobre o primeiro ano de vida de um menino chamado Ward Miles. Ele nasceu prematuro, nos Estados unidos, e lutou muito para sobreviver. Para se ter uma ideia, ele nasceu três meses e meio antes da hora, pesando apenas 690 gramas!

Confesso que não consegui assistir os primeiros minutos do vídeo, que é muito intenso (acho que depois que a gente tem filho fica ainda mais emotiva rs rs rs), mas essa é uma história linda de superação e amor de mãe. Felizmente, no caso do bebê Ward, o final é feliz: após um ano, ele cresce saudável e forte ao lado dos seus pais.

A história de Ward chamou a atenção para o fato de que muitas crianças ainda nascem prematuras, por diversos motivos, então fiquei pensando por que isso acontece e se tem como minimizar o risco dos nossos filhos nascerem antes da hora.

O tema “parto prematuro” foi, inclusive, um dos temas do Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia de 2013, realizado pela Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) e pela Sogiba (Associação de Obstetrícia e Ginecologia da Bahia). Durante esse encontro, os médicos lançaram um novo “Manual de Perinatologia” que aborda justamente os fatores de risco da prematuridade (quando o parto acontece antes de 37 semanas ou 259 dias).

Segundo o ginecologista Eduardo Borges da Fonseca, que é presidente da Comissão de Perinatologia da Febrasgo e concedeu entrevista para o blog Mamãe Prática, os números atuais no Brasil apontam para uma incidência de 9,2% de partos prematuros ou cerca de 280 mil prematuros por ano. “O parto prematuro é uma das maiores atenções do obstetra, já que os números têm contribuído para as taxas de mortalidade perinatal e neonatal”, diz o médico.

Ele explica que as causas da prematuridade são multifatoriais, desde os casos de pré-eclâmpsia (hipertensão arterial na gravidez) até infecções. Além disso, partos prematuros são comuns nas gestações de gêmeos, mas neste caso não é possível identificar uma causa específica (aliás, eu e a Mamãe Prática Mari, que somos gêmeas, nascemos de oito meses). “As complicações mais comuns são alterações respiratórias no recém-nascido, infecção e distúrbios metabólicos, sendo a principal causa de morte neonatal quando excluídas as malformações”, explica Fonseca.

Fique atenta!
Fazer o pré-natal direitinho é o primeiro passo para ter uma gravidez mais tranquila. Veja algumas dicas:
– Mantenha em dia seu pré-natal com acompanhamento médico;
– Cuide da alimentação. Evite doces e comidas muito salgadas, já que entre os principais problemas na gestação estão o diabetes e a hipertensão;
– Pratique atividade física moderada, como caminhadas, conforme a orientação do seu médico;
– Cuide da saúde da sua boca. Problemas como cáries e gengivites são considerados fatores de risco para complicações na gravidez como parto prematuro, bebês com baixo peso e pré-eclâmpsia.

Queridos leitores, esse é um tema que certamente pode gerar muitas dúvidas e preocupações. Espero que este post tenha lhe ajudado a entender um pouco mais sobre a prematuridade. Se você já passou por isso ou tem interesse no assunto, compartilhe com a gente a sua experiência e comentário.

Beijos, da Mamãe Prática Fabi

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