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Filhos gêmeos e suas diferenças

Abordar a questão de ter filhos gêmeos foi um dos assuntos mais curiosos que muitas leitoras sugeriram para falarmos aqui no blog na nossa última pesquisa! E esse tema tem tudo a ver com a gente já que eu e a Mari somos irmãs gêmeas! E mais: a nossa mãe também é gêmea idêntica e na nossa família tem vários casos de gestações múltiplas.

Pra gente entender:
Existem dois tipos diferentes de gêmeos, os idênticos ou monozigóticos (MZ) e os não idênticos ou fraternais, também chamados de dizigóticos (DZ).

Os gêmeos idênticos (como no nosso caso) se desenvolvem quando um óvulo é fertilizado por um único espermatozoide e durante as duas primeiras semanas após a concepção, o embrião se divide em dois. O resultado é o desenvolvimento de dois bebês geneticamente idênticos.

Já os gêmeos não idênticos ocorrem quando dois óvulos são liberados em uma única ovulação e são fecundados por dois espermatozoides diferentes. Esses dois óvulos fertilizados se desenvolvem de forma independente no útero. Os gêmeos DZ possuem a mesma relação genética que irmãos não gêmeos, por isso a nomenclatura gêmeos fraternos.

Olha que curioso!

Para Jemima Pompeu, que é gêmea e autora da página Vizinhos de Útero, em 5 anos de pesquisa sobre o tema percebeu que o ponto negativo mais ressaltado pelos gêmeos adultos é a interferência alheia. Veja os dados:

  • 90% dos gêmeos sentem orgulho de ser gêmeo
  • 50% têm uma relação “romântica” com o fato de serem gêmeos
  • 40% têm uma relação fraternal comum, sem romantismo
  • 10% odeiam o fato de terem nascido gêmeos

Segundo Jemina, quando os gêmeos são unidos, cúmplices e muito grudados, algumas pessoas interferem na relação, alegando que eles precisam buscar a individualidade para serem mais independentes um do outro. “E quando os gêmeos têm uma relação comum e cada um escolhe seu próprio caminho, alguns dizem que eles deveriam ser mais unidos”, conta. O fato é que cada gêmeo escolhe qual tipo de relação deseja ter. “Por que não respeitar essa escolha?”, diz.

Ela também acredita que a relação gemelar é fechada e entrelaçada e a intromissão alheia pode causar aborrecimentos e até rompimentos. “A pressão externa só atrapalha os relacionamentos fraternais que têm dinâmica própria. A experiência de ter dividido o útero é sublime, sufocante e complexa mesmo. Quem não é gêmeo não é capaz de compreender tamanha complexidade. Todo gêmeo tem o direito de viver a dor e a delícia de ser gêmeo, sem ser incomodado – exatamente como foi no útero”, conclui.

Estatísticas

Segundo a ONG Registro Brasileiro de Gêmeos, não existem estimativas oficiais no Brasil sobre a taxa de natalidade de gêmeos, mas dados do DATASUS mostram que no ano de 2012 nasceram 58.571 pares de gêmeos e múltiplos no país. Devido aos tratamentos para infertilidade disponíveis, é crescente o número de gêmeos não idênticos, trigêmeos e quadrigêmeos no País.

Olha, analisando essas questões, vejo que eu e a Mari estamos entre os 50% dos gêmeos que têm uma relação romântica. Isso porque a gente sempre fez tudo junto, temos as mesmas amigas, a mesma profissão e trabalhamos juntas! Nem a distância de morarmos em cidades diferentes atrapalha. Se você tem filhos gêmeos, tomara que eles cresçam como melhores amigos também! Mas essa é uma escolha deles…

Beijos, da Mamãe Prática Fabi

Fontes: Registro Brasileiro de Gêmeos, Vizinhos de Útero

Foto: Mamãe Prática (nós com cerca de 2 anos de idade!)

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