Como educar com amor

Como educar: ensinando seu filho a lidar melhor com o “NÃO”

Olá meninas, sabe quando seu filho te tira do sério? Geralmente as discussões começam quando as crianças se sentem frustradas e aí elas começam a falar “chorando” ou com uma voz mais infantilizada. Então, como educar diante dessas situações?

Não é fácil lidar com essas frustrações, né gente? Mas a nossa colunista, a psicóloga infantil Ana Flávia Fernandes, do Terapia de Criança, mostra a seguir um caminho de como educar que pode nos ajudar nessas situações. Com a Palavra, a querida Ana Flávia:

O que fazer quando as crianças apresentam uma fala infantilizada?

Já reparou que ao colocarmos um limite nas crianças com um “NÃO”, algumas delas não choram, mas começam a reproduzir uma fala mais dengosa, a voz fica bem fraquinha e quase não sai?

Geralmente, quando querem alguma coisa, essa voz mais infantilizada também pode aparecer. Essa é uma reação natural a uma frustração vivida. E a sensação de que perderam algo muito valioso faz com que as crianças utilizem um mecanismo de defesa chamado de barganha.

Inconscientemente, elas tentam fazer algum tipo de acordo para que as coisas possam voltar a ser como no momento anterior. Tentam negociar com a emoção ou com quem acham ser o culpado de sua perda. Promessas e novos combinados são comuns durante esse processo.

Como resposta, nós, os adultos, queremos corrigir e pedimos para a criança falar direito. Ao fazermos isso, a fala vai ficando ainda mais mole, a gente chama a atenção de novo para a atitude inadequada. Se deixarmos a criança fazer algo que deseja, vamos ficando mais irritados e o choro pode aparecer.

Isso nos leva para um lugar que nós não sabemos o que está acontecendo e nem elas sabem por que estão chorando, só percebemos que virou um grande momento de desconforto para todo mundo. Essa pode ser uma grande armadilha que pode nos deixar presos a esse ciclo da barganha a cada nova frustração que a criança viver.

Nosso desafio é ao invés de brigar, ajudá-las a se comunicar com uma voz mais firme, mostrar para as crianças que falando desse jeito não entendemos.

Podemos tirá-las desse movimento de barganha, de voz com pouca energia, e podemos fazer isso de uma forma leve, divertida e sem usar a bronca.

Por exemplo, dizendo: “Uau, esse radio está chiando, acho que saiu do ar, tinha uma menina de 6 anos falando, agora não consigo mais ouvi-la. Vamos mudar de estação (tocando suavemente o nariz dela, como quem aperta um botão) para ver se a menina de 6 anos volta a falar.”

Por mais que você tenha que manter o “NÃO” que oferece o limite necessário para a criança, é importante ensinar a falar com a voz correspondente à idade que ela tem.

Nesse aspecto vale prestar atenção à maneira como nos comunicamos com as crianças. Sem perceber, muitas vezes, também falamos errado ou com uma voz bem fininha e infantilizada, como o “Ai, ti bunitinhu!” e quando essa postura vem das crianças, queremos corrigir. Ao agirmos assim, também impedimos que a criança desenvolva adequadamente sua forma de se comunicar e ter atitudes coerentes com a idade dela.

Então, vamos ajustar a nossa comunicação, para adequar a das crianças e assim todos se tratam com o respeito que cada idade merece.

psicóloga infantil Ana Flavia FernandesPsicóloga Infantil com especialização em Psicodrama, Ana Flávia Fernandes atende as crianças e suas famílias há muitos anos. “Para cuidar bem dos pequenos, também é preciso cuidar dos adultos a sua volta”, explica. Muito querida e atenciosa, ela também nos brinda com a sua sabedoria e experiência clínica no blog Terapia de Criança.

Meninas, o que acharam da reflexão e dica da psicóloga sobre como educar na hora em que nossos filhos se sentem frustrados? Gostei dessa forma lúdica de tratar a situação. E vocês? Deixem seu comentário.

Beijos, da Mamãe Prática Mari

Foto: freeimages.com/Crissy Pauley

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