Por que dói na gente?

Pouco tempo depois de nascer o bebê precisa fazer o teste do pezinho. Ele ainda não sabe o que está acontecendo, só quer ficar pertinho da sua mãe, sentindo o seu cheirinho, mas rapidamente a vida se encarrega de dizer: nem tudo são flores, meu pequeno amigo, há espinhos e vai doer também. E assim será para o resto da sua vida.

Por que, então, queremos fazer de tudo para abreviar o sofrimento de nossos filhos? Afinal, sofrer é inevitável … Um dos momentos mais difíceis para os pais de primeira viagem é levar seus bebês para tomar vacina (e olha que a BCG é logo após o nascimento). A picada é na criança, mas dói na gente. E dor de mãe não é física, é no coração. E assim a vida dá outra lição, dizendo: “há males que vem para o bem”, embora nosso ainda frágil bebezinho não entenda isso.

Tenho lido nos blogs e nas redes sociais o quanto os pais têm mimado seus filhos tentando abreviar suas frustrações e insatisfações, já que, mais uma vez, o objetivo é não fazê-los sofrer. Mas ao agirem assim os pais acabam estragando suas crianças, que irão se tornar adolescentes e adultos mimados, algumas vezes insuportáveis. Sem a capacidade de lidar com o “não”, serão colegas de trabalho bastante inflexíveis e revoltados.

Nós, mães de bebês, ainda temos um longo e árduo caminho pela frente: a formação e educação de nossos rebentos até o dia em que eles deixarão de viver embaixo de nossas asas. Esse trajeto será divertido, emocionante e sofrido, assim como é a vida.

Hoje, tentamos evitar que eles se machuquem, mas eles precisam começar a engatinhar. Tentamos evitar que eles se machuquem, mas eles precisam andar. Tentamos evitar que eles se machuquem, mas eles precisam brincar. Tentamos evitar que eles se machuquem, mas eles precisam conhecer o mundo. Afinal, cair faz parte. As picadas das vacinas fazem parte. Chorar faz parte. Não é fácil, dói na gente, mas quem sabe seremos pais melhores se aceitarmos que, sim, eles irão se machucar; sim, eles ainda irão se frustrar muito, e por muitos e muitos anos e motivos diferentes.

É hora de dizer não, mas com amor, com carinho. É hora de mostrar que nem tudo é um mar de rosas, mas podemos, juntos, aprender a lidar com os dissabores da vida. Passar por essas experiências fará do seu filho um ser humano melhor e, com certeza, alguém em quem você poderá se orgulhar.

“É hora de dizer não, mas com amor, com carinho”

Beijos, da Mamãe Prática Mari.

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