Bebê doente em casa

O nome do nosso blog é Mamãe Prática, afinal, o que a gente quer é trazer dicas bacanas e úteis pra vocês. Mas como a gente também é mãe “de carne e osso”, a gente também precisa, às vezes, desabafar (aliás, tem até um blog bem legal inspirado nisso, o Desabafo de Mãe).

O fato é que meu desabafo hoje é sobre ter criança doente em casa. Confesso que estou em dívida com vocês: a Manuela ficou dois meses na escolinha, fez a adaptação e eu ainda não escrevi sobre isso. Afinal: como foi a adaptação na escola? Bem, não foi.

A Manu é uma criança que até 1 ano e três meses praticamente ficava o dia todo em casa comigo, então deixá-la de tarde na escolinha não foi tão simples assim. Resumindo, foram dois longos meses de adaptação, entre a Manu parar de chorar (berrar) e começar a curtir as professoras, os amiguinhos e todas as atividades que eles fazem por lá.

Mas vou falar aqui de outra adaptação, aquela que infelizmente ainda não aconteceu realmente. Estou falando da adaptação do organismo da criança devido o contato com tantas outras crianças gripadas, com tosse e cheias de infecções e outras coisas mais chatas de se ter (e olha que hoje em dia existem bem mais vacinas do que na época em que a gente era criança).

Sempre me disseram que quando um bebê entra na escolinha, ele fica doente, mas que isso era normal, afinal aos poucos ele iria ficar “mais resistente”. Mas, para meu espanto, foram dois meses de dodóis sem trégua. Fiquei ainda mais espantada quando dois pediatras (sim, porque aí, quando os Prontos Socorros não estão solucionando o problema, a gente acaba procurando outros pediatras) me disseram o seguinte: criança até os três anos de idade não está preparada para a escola, pois seu organismo não tem ainda a capacidade para adquirir imunidade, só ficará mais resistente às doenças a partir dos três anos. “Antes dessa idade, é uma gripe, uma doença atrás da outra. Se ela estiver na escolinha NÃO VAI MELHORAR”, disse um deles bastante enfático. “Glup!”

OK Sr. Pediatra, mas e aí? A gente precisa abdicar da nossa vida-além-de-mãe para a criança ficar em casa até os três anos? E como fica a nossa vida social, a nossa autoestima, nosso lado mulher-esposa que precisa emagrecer e a nossa vontade de voltar a trabalhar? Bem, aquelas que não têm opção (milhares de mamães) deixam seus bebês com poucos meses na escolinha, ao voltar da licença maternidade, e passam por meses e anos de muita agonia, questionando-se: caramba, por que meu filho não melhora?

Bem, depois desse balde de água fria do Sr. Pediatra decidi dar um tempinho na escolinha pra ver se a pequena melhora de vez, deixando os antibióticos, a tosse com chiado, a conjuntivite e as gripes bem longe da gente. Em busca de “novos ares” pra curar a Manuzita de vez fui pra São Paulo visitar a família, deixando pra lá o frio ar de Curitiba (inspirada na viagem de carro, fiz este post aqui). Hoje, depois de 12 dias em Sampa, finalmente a bebê melhorou, iupi!!! Mas as doenças são tão danadas que tudo indica que ela passou conjuntivite pro primo de apenas quatro meses … Que M!#@*#

Resumo da história: às vezes a gente precisa arranjar mais paciência, não sei de onde, e “dar uma virada” na situação. Eu pude sair da cidade, dar um tempo pra depois recomeçar tudo de novo, mas como será 2014 ainda não sei. A Manu está matriculada para voltar na escola em fevereiro, mas será? Depois conto pra vocês.

Beijos, da Mamãe Prática Mari

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2 comentários em “Bebê doente em casa”

  1. meu filho ficou até 1 ano e meio só em casa. Com muito esforço, pagamos uma excelente babá. ok, quando eu achei q pedagogicamente a coisa tava fraquinha lá em casa (ou seja, o ap. pequeno, muitos brinquedos mas sem orientação), achei q era a hora de colocá-lo 1/2 turno na escolinha. Aí começaram as gripes, realmente, foi um inferno. Ele ficava de manhã em casa e à tarde ia para a escolinha. Uma pediatra largou essa pérola: “ok, mãe, até 3 anos em casa?”. Eu juro que pensei comigo: “ok o caramba. trata de receitar o melhor antibiótico para meu filho que ele vai para a escolinha SIM”. Eu estava tão convicta de que aquilo era o melhor PARA ELE, que simplesmente abstraí o comentário, achei um absurdo, eu não levei ele lá para ela opinar sobre matriculá-lo ou não em uma escolinha, eu o levei lá para ela curar meu filho. E foi o que ela fez. Receitou la o remedio, muito repouso (óbvio, nunca mandei doente) e melhorou? Bora lá brincar na escolinha. E tudo entrou nos eixos. Moral da história: hj ele tem 4,5 anos, é um touro de tão forte (não lembro a última vez que ele se gripou, juro, acho q ano passado, não sei) e ganhou uma irmazinha, q hj tem 7 meses, está em casa com a MESMA babá e a hora que eu achar que o ap. está pequeno demais, inadequado demais, bora 1/2 turno na escolinha se divertir!

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