Manuela chorando

Birras e conflitos: como lidar com nossos filhos sem enlouquecer

Olá queridas! Esse post é para avisar vocês que fizemos um bate-papo online, em vídeo, com a psicóloga infantil Ana Flávia Fernandes, querida colunista aqui do blog e autora do Terapia de Criança, sobre como podemos lidar melhor com as situações de birras, chiliques e conflitos dos nossos filhos.

Confesso que sugeri esse tema para a entrevista porque agora que o Serginho está com dois anos parece que as manhas e as birras estão aumentando e tem horas que fico doida sem saber exatamente como agir (risos).

Durante essa conversa, a Ana Flavia explicou pra gente alguns pontos bem interessantes, por exemplo, que a birra é uma forma do bebê e da criança se expressar e mostrar alguma necessidade (que muitas vezes não conseguimos entender direito né). Não é algo proposital, mas sim uma maneira como as crianças aprendem a se comunicar, por isso, precisamos ensiná-las a se expressar de outra forma.

Foi um bate-papo muito produtivo em que discutimos as melhores estratégias e maneiras para lidar com a birra com exemplos bem práticos. Também colocamos para a Ana Flavia as principais dúvidas sobre o tema que diversas leitoras enviaram pra gente.

Alguns aprendizados que tirei dessa entrevista:

  1. A birra é uma situação que exige muito da coerência e da firmeza dos pais para que o resultado seja positivo na hora de interferir. Ou seja, a postura e a conduta que a gente mantém é o que vai fazer a criança entender que a birra não funciona.
  2. No caso das crianças pequenas (até 3 ou 4 anos), vale pegá-las no colo e direcioná-las para outro lugar, explicar de maneira objetiva, tirar o foco do conflito e mostra outras opções.
  3. Quando a criança tem mais de 4 anos ela já consegue entender melhor e vale tentar conversar e estabelecer um diálogo.
  4. A forma e a constância como nos expressamos e até o nosso olhar ao falar com os bebês e as crianças é o que vai fazer com que eles entendam os valores e ensinamentos que queremos passar.
  5. Quando se percebe que a birra é algo que nos coloca sempre em uma zona de desconforto, vale analisar e repensar o que estamos fazendo para que essa birra continue.
  6. Brigar, falar alto, gritar e colocar de castigo ou no cantinho para pensar não funciona a longo prazo. O que funciona mesmo é a conversa e a conexão com nossos filhos.
  7. É importante explicar como nos sentimos quando eles agem assim (com birra) e mostrar que eles não precisam se expressar dessa forma.
  8. Uma boa estratégia é mudar o foco da situação e dar outras alternativas.
  9. Quando as crianças percebem que podem fazer escolhas e participar de algo, geralmente, saem da birra.
  10. A mudança do tom de voz e o direcionamento da conversa, sem gritar e ser grosseiro, mas de maneira firme e segura ajudam nesse processo.
  11. Castigos ou cantinho para pensar são caminhos que distanciam as pessoas e não agregam no aprendizado.
  12. Combinar situações e dialogar sobre o que pode ou não pode são formas de fazer a criança entender o que vai acontecer. Também é importante cumprir com o combinado.
  13. Quando a gente conta as consequências das coisas e mostra outros caminhos as crianças fazem escolhas diferentes.
  14. Acolher na hora da birra é dizer que a gente entende aquele choro e compreende que aquilo é algo que a criança gostaria muito, mas que naquele momento não será possível.
  15. A criança deve entender que ela pode se sentir frustrada e com raiva (são sentimos legítimos), mas que a decisão da mãe ou do pai não vai mudar.

Se você está com dificuldade de como lidar com seus filhos durante situações de conflitos e birras, vale muito a pena assistir a esse bate-papo. Durante a conversa, a psicóloga Ana Flávia dá exemplos bem práticos e mostra caminhos de como podemos agir nessa hora (seja com bebês, crianças pequenas ou maiores). Bora assistir?

Beijos, da Mamãe Prática Fabi

Foto: Luciana Morassi (Manu em momento “contrariada” rs rs)

 

10799609_753530831384867_836884265_nCadastre-se no Clube Mamãe Prática para receber nossos posts e novidades!

4 comentários em “Birras e conflitos: como lidar com nossos filhos sem enlouquecer”

  1. No ápice da birra se for conversar c.meu filho ele não me dá atenção.. Só grita mais alto. Fica agressivo e chora mais ainda. Eu costumo conversar somente depois q acaba o show. E digo p ele q só vou dar atenção se ele parar com aquilo.
    Na prática já tentei conversar e não resolveu. Ele entende,pede desculpas depois,mas esquece e na primeira oportunidade volta a fazer birra.
    Sinceramente não sei como evitar isso, que ele faça birra tanto em casa como em locais públicos.

    1. oi Viviane! É realmente difícil mesmo, a gente fica até sem chão né. O meu também começou a fazer isso, tenho tentado seguir as dicas da psicóloga Ana Flávia e tem funcionado… beijos, obrigada pelo seu comentário, Fabi

  2. Oi boa noite, meu filho tem 1ano e 7 meses e fica com minha mãe desde sempre pois eu trabalho e ela fica com ele pra eu trabalhar. Tenho passado um drama com ele a algum tempo, ele chora sempre que eu vou deixar ele com minha mãe…só que essas crises tem aumentando a cada dia, ele chora, bate e se joga no chão 🙁 é uma situação complicada e minha mãe fica chateada com isso….sei que ela cuida com muito amor e é muito bem cuidado. Estou perdida sem saber oque fazer….sera que é só uma fase? Ou ele realmente não gosta dela?

    1. oi Marcela! Seu filho ainda é muito novinho, um bebê, e provavelmente ele está sentindo o que se chama “ansiedade da separação”, algo normal porque os bebês não entendem que a gente vai embora, mas volta. Não quer dizer que ele não goste da avó ou não esteja bem com ela. É preciso ter muita paciência, conversar, explicar que “a mamãe vai sair, vai trabalhar, mas logo está de volta e a vovó vai cuidar de você”. Acredito realmente que seja uma fase e que vai passar. As birras (se jogar no chão, berrar) também são algo comum e que precisamos aprender a lidar. Não é fácil, mas tudo fica bem!

      Recomendo que você leia também esses textos (meu filho com 1 ano e 8 meses já estava nessa fase):

      “A terrível (e incrível) fase dos 2 anos”
      https://mamaepratica.com.br/2015/04/24/a-terrivel-e-incrivel-fase-dos-2-anos/

      “Crise dos 2 anos: como lidar com a adolescência dos bebês”
      https://mamaepratica.com.br/2016/03/31/crise-dos-2-anos-a-adolescencia-do-bebe/

      Espero ter ajudado, beijos, da Mamãe Prática Fabi

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.