O que fazer quando seu filho não quer mais ir para a escola

Olá meninas,

Criança pequena ou já em idade escolar (a partir do Ensino Fundamental) que gostava de ir para a escola, mas de repente não quer mais ir pode ser sinal de que algum desconforto ou algo mais grave está acontecendo. A chegada de um irmão e o bullying, por exemplo, podem ser a origem desse tipo de problema. Vejam detalhes sobre o assunto neste novo post da psicóloga infantil Ana Flávia Fernandes:

O que fazer quando seu filho não quer mais ir para a escola

É muito comum vermos uma criança que está totalmente adaptada, de repente, falar que não quer ir para a escola. As justificativas mais frequentes são dizer que está doente, com dor de garganta, estômago ou dor de cabeça. Os pais ficam preocupados, levam ao médico, permitem faltar à aula ou, diante do choro no portão da escola, acabam voltando com a criança para casa.

As crianças são muito sensíveis aos acontecimentos da vida, percebem rapidamente algumas situações desconfortáveis ao seu redor e ter de deixar a segurança da família e da casa pode ser bastante assustador para elas. Conversar, além de gerar o acolhimento que elas precisam, ainda nos ajuda a entender se estão com dificuldades na escola ou em casa.

Existem muitos fatores que influenciam a recusa das crianças em ir para a escola e o nosso desafio é identificar o que está causando a resistência para auxiliar os pequenos a passarem por esse processo de aprendizagem.

O bullying é uma das situações que mais gera dificuldade das crianças em querer ir para a escola: confunde a cabeça dos pequenos em como se relacionar com as outras pessoas, então eles preferem ficar em casa a ter que viver essa experiência desagradável. O nosso envolvimento na rotina escolar e a parceria com a escola é fundamental para entendermos o que faz isso acontecer e trilharmos juntos novos caminhos de relacionamento entre os pequenos.

A criança que tem dificuldade para aprender um conteúdo na escola pode se sentir mal quando não alcança o desempenho que se espera dela. É importante cuidarmos das expectativas que nutrimos em relação às notas altas e, caso exista uma real dificuldade de aprendizagem, conversar com a professora para entender o que está acontecendo e como podem ajudar a criança a se interessar novamente em ir para a escola.

Problemas em casa (como briga, separação e morte) também são situações que deixam as crianças sem saber o que está acontecendo e o que fazer. Elas ficam ansiosas, angustiadas, o que gera muito medo e aumenta a vontade de ficar próximo de quem ama e confia. Mostrar que entendemos a preocupação delas, mas que nós estamos cuidando desses assuntos, pode tranquiliza-las.

Gravidez e a chegada de uma nova criança na família afeta a percepção infantil, pois existe uma fantasia de que alguém poderá tomar o seu lugar e principalmente o amor dos pais. Além de despertar curiosidade por ser uma situação nova, ela quer estar por perto para garantir seu lugar na família. Vale assegurar para a criança que a rotina familiar pode mudar, mas que o amor continua o mesmo enquanto ela estiver na escola.

Um outro fator que contribui muito para as crianças se recusarem a ir para a escola é o retorno das férias. A rotina sem horários fixos e sem tarefas para casa é muito boa, mas as férias têm um prazo para acabar e para as crianças compreenderem esse processo é necessário fazermos desse retorno algo positivo. Um calendário de contagem regressiva, retomar a rotina da casa (de quando há aulas) uma semana antes do retorno e falar da saudade e reencontro com os amigos podem ajudar muito na compreensão da importância de voltar para a escola.

Em todos os casos, vale lembrar que ao ignorarmos o sintoma, o comportamento, o que causa essa recusa, acabamos reforçando a continuidade dele. Por isso, descartada a necessidade de médico, os motivos que geram essa angustia devem ser descobertos. Assim, contamos que os problemas existem e caminhamos juntos para que as crianças possam enfrentá-los e resolvê-los com a nossa parceria.

psicóloga infantil Ana Flavia FernandesPsicóloga Infantil com especialização em Psicodrama, Ana Flávia Fernandesatende as crianças e suas famílias há muitos anos. “Para cuidar bem dos pequenos, também é preciso cuidar dos adultos a sua volta”, explica. Muito querida e atenciosa, ela também nos brinda com a sua sabedoria e experiência clínica no blog Terapia de Criança.

Meninas, alguém já passou por esse problema? Como vocês lidaram com essa situação? Contem aqui pra gente.

Foto: Crissy Pauley/Freeimages.com

Beijos, da Mamãe Prática Mari

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