Como lidar com uma reação agressiva de seu filho

Olá mamães!

As crianças são reflexo do seu meio e é por isso que algumas vezes nossos filhos podem ter alguma reação agressiva. Se nós, mães, não estamos bem, podemos transmitir esse nervosismo, essa nossa agitação e até agressividade para os pequenos. E às vezes nem nos damos conta disso. Por isso, recomendo a leitura deste importante artigo da nossa colunista, a psicóloga infantil Ana Flávia Fernandes. Deixem nos comentários o seu recadinho. Com a palavra, a Ana Flávia:

Como lidar com uma reação agressiva do seu filho

Muitas vezes somos surpreendidos por algum comportamento ou reação dos pequenos, como uma resposta mais agressiva a um pedido comum, um tapa diante da frustração ou a tomada de algo que está na nossa mão.

Enquanto ainda são pequenas, as crianças veem os pais como exemplos. Ao crescerem e desenvolverem outro tipo de convívio social, elas terão outros modelos, mas os pais sempre serão sua referência principal de como agir diante da vida. É como se estivéssemos diante do espelho e o reflexo fosse o nosso filho.

Geralmente, a maior parte das reações das crianças que estranhamos é a reprodução de algo que elas já nos viram fazer em algum momento. Então, é pouco efetivo querer que o filho tenha um comportamento respeitoso quando a gente mesmo não faz isso.

“É pouco efetivo querer que o filho tenha um comportamento respeitoso quando a gente mesmo não faz isso”

Tudo aquilo que desejamos que eles façam ou sejam, nós devemos ser os primeiros a dar esse passo. Assim, transmitimos os valores que damos real importância através das nossas atitudes e não somente com palavras ou aquele sermão sem fim.

No momento em que essas atitudes que nos desagradam surgem nas crianças é como se fosse a luz vermelha no painel do nosso carro, um sinal de que algo precisa ser corrigido na fonte. O que precisa de reparo não é a criança, mas o relacionamento que temos com ela, e podemos corrigir isso nos reconectando ao invés de atacar.

Quando reagimos de forma exagerada, armamos uma batalha entre inimigos. A punição, o vigor para combater o desrespeito cria resistência, pois muitas vezes as crianças se sentem controladas por nós e tudo o que elas estão nos pedindo é uma ajuda positiva para se sentirem poderosas e capazes em suas vidas.

“Quando reagimos de forma exagerada, armamos uma batalha entre inimigos”

Então, da próxima vez que um embate acontecer, considere a sua forma de reagir às situações e faça essas perguntas a si mesmo:

  • Estou sendo justo com o meu filho?
  • Estou ouvindo a necessidade dele ou somente a minha?
  • Perdi o respeito dele por não dar um bom exemplo e não conseguir regular minhas próprias emoções?

A partir das respostas a essas questões, encontre uma nova forma de se reconectar com ele – pode ser em uma grande brincadeira ou uma conversa, por exemplo. A intenção de querer compreender e a abertura para cada um expor seus sentimentos quando o outro tem aquela atitude favorecem a construção de uma solução para o problema.

Tente definir um limite claro sobre o padrão de respeito na sua casa e ele será o guia para todas as atitudes de vocês. Podemos agradecer pelo comportamento das crianças, pois foi isso que nos deu o aviso do quanto estamos nos distanciando delas. Use essa oportunidade para transformar a trajetória da relação de vocês e talvez de todas as outras relações que seu filho irá construir.

psicóloga infantil Ana Flavia FernandesPsicóloga Infantil com especialização em Psicodrama, Ana Flávia Fernandes atende as crianças e suas famílias há muitos anos. “Para cuidar bem dos pequenos, também é preciso cuidar dos adultos a sua volta”, explica. Muito querida e atenciosa, ela também nos brinda com a sua sabedoria e experiência clínica no blog Terapia de Criança.

Meninas, o que acharam deste tema sobre agressividade? Gostariam de mais artigos sobre essa reação agressiva das crianças? Contem nos comentários.

Beijos, da Mamãe Prática Mari

Foto: freeimages.com

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5 comentários em “Como lidar com uma reação agressiva de seu filho”

  1. Na opinião da Dra. Ana, qual seria a melhor reação para ter com um bebê de 1 ano e 6 meses que, nos momentos em que está irritado, cansado ou com sono, quando está no colo da mãe, da um tapa nela? Não noto uma agressividade descontrolada, e quando o bebê está no chão não vai até ninguém bater, isso acontece somente quando está no colo da mãe e apenas nessas circunstâncias citadas. Obrigada.

  2. Olá Ane,Tudo bem?

    O bater é uma reação comum nas crianças que geralmente aparece quando elas querem minimizar uma realidade difícil para elas. Essa é uma forma de se defenderem da dificuldade.
    Acho importante observar se tem algo reforçando que a agressividade pode ser reproduzida outras vezes, como por exemplo, sorrir quando a criança dá o tapa. Mesmo com a pouca idade, devemos mostrar como é que se faz para agradar o outro, ensinando a criança a tocar alguém e revelar carinhosamente sua intenção. Ao invés de impedir o contato aos conteúdos agressivos, podemos ensinar aquilo que é adequado à ser feito, interagindo com ela, comentando algumas cenas e perguntando o que ela acha. Juntos construir um encontro onde o amor seja praticado com tanta fluidez que deixe a agressividade sem forças para se manifestar inadequadamente.

    Espero ter ajudado!!!

    Com amor,

    Ana Flávia Fernandes

  3. Gostei do artigo acho que minha luz vermelha no painel está acesa, mas enxergo uma luz verde a frente, espero contar com a ajuda da psicóloga Ana Flávia tenho um filho de 2 anos e três meses e uma filha de 1 ano e está sendo difícil lhe dar com o ciúme e o mau comportamento dele, espero um contato desde já agradeço.

  4. E se supusermos que a agressividade da criança não se deve à agressividade dos pais? Essa possibilidade não existe? Se existe, por que não foi abordada? Acho fácil demais o caminho “a culpa é dos pais” ou o mais comum “a culpa é da mãe.” Como se a criança só sofresse influência dos pais. Sou avó e volta e meia minha neta de 4 anos bate, em mim, na mãe, no pai. Nunca levou um só tapa, nem beliscão, nem nenhum castigo físico. Mas claro que na opinião da doutora ela é uma vítima. Essa posição só reforça a leniência com que os pais de classe média vêm tratando seus filhos, sem limites e sem freio de espécie alguma.

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