O que aprendi no segundo ano do meu filho

Ser mãe é padecer no paraíso. Quem nunca ouviu essa frase? Agora que meu filho está com dois aninhos começo a entender melhor o que isso significa porque ser mãe é maravilhoso, um amor incondicional que a gente nem imaginava que podia sentir, mas, ao mesmo tempo, é cansativo, sofredor, dá muito trabalho e tem horas que a gente quer sumir (risos). Nesse segundo ano do Serginho aprendi muitas coisas e compartilho com vocês algumas delas:

Fora de controle

Aprendi que é impossível ter controle sobre tudo o que a gente gostaria (casa, trabalho, família e filhos). Se você não quer se estressar, melhor relevar muita coisa e desencanar com a casa bagunçada e os brinquedos fora do lugar (eu tento!). Ao mesmo tempo, a nossa agenda e horários não dependem mais somente de nós. Mesmo que tenhamos compromissos e prazos para cumprir, se o nosso filho acordar com febre, o dia será diferente do que havíamos programado!

Crescendo rápido

Como dizem o tempo passa rápido! De repente me dei conta de que meu filho está deixando de ser bebê, já tem vontades próprias, desejos, opiniões e uma personalidade que começa a se mostrar cada vez mais forte. A tal “terrível fase dos dois anos” chegou aqui com tudo (risos) e vem exigindo muita paciência de nós!

Mãe de menino

Meninos gostam de pular, chutar, se jogar, brincar de bola e demorei um pouco para entender que “brincadeiras mais brutas” fazem parte desse universo, que até então eu desconhecia. Ele é muito diferente das minhas sobrinhas, por exemplo, que estão com idades parecidas, mas são calmas e as brincadeiras mais tranquilas. Meninos pegam fogo!

Cada criança tem seu tempo

Serginho demorou um pouco para começar a falar e fiquei bastante angustiada em alguns momentos, mas logo percebi que era importante respeitar o tempo dele porque, aos poucos, ele iria aprender e conquistar mais essa etapa. E foi isso que aconteceu. Cada dia está aprendendo a falar um pouquinho mais, sem estresse.

Alimentação seletiva

Como muitas crianças meu filho passou da fase de “comer de tudo” para “não quero comer isso ou aquilo”, o que me deixa muito angustiada. Aprendi que as crianças tendem a ser seletivas na alimentação porque a comida deixou de ser uma novidade e agora elas têm vontades e gostos próprios. Então, o jeito é ter paciência e insistir porque espero que essa fase passe logo!

Diferenças de gênero

Meu filho adora brincar de fazer comidinha e assistir Frozen e, além disso, fica encantado com tudo o que é rosa. Ele não sabe que existem coisas “de meninos” e “de meninas”, regras que a sociedade criou e ele terá que aprender. Apesar de olhares e comentários preconceituosos, acredito que a gente tem que deixar ele ser criança, brincar e gostar do que tiver vontade!

Nem tudo é preto no branco

A gente lê, pesquisa, ouve especialistas, conversa com as amigas, sabe o que é melhor para os nossos filhos, mas na vida real nem tudo acontece como gostaríamos e não dá para ser perfeito em tudo. Por isso, prefiro ser flexível com as coisas e dançar conforme a música!

Meninas, aqui está um pouquinho de uma rápida reflexão com um toque de bom humor! Alguém se identifica? O que vocês têm aprendido com seus filhos e a maternidade?

Beijos, da Mamãe Prática Fabi

Foto: Eu e Serginho em ensaio produzido pela Lidilopez Fotografia
Animações  via GIPHY

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6 comentários em “O que aprendi no segundo ano do meu filho”

  1. É bem isso! Adorei o artigo. Contribui para as mães de primeira viagem não ficarem tão ansiosas. Buscamos a perfeição, mas saber que não será perfeito é um grande passo para conseguir ser o melhor que podemos.

    1. É isso mesmo Cá! E também aprendo muito com minhas amigas como você que foram mãe antes de mim! Você disse uma vez algo como “as preocupações sempre mudam, algo que parece tão complicado que não vai melhorar, de repente passa e você esquece porque surgem outras preocupações a cada fase”. Nunca esqueci disso e sempre me ajuda quando estou passando por alguma dificuldade com meu filho. Obrigada amiga querida! Beijos, Fabi

      1. Fico feliz em saber!. E com certeza agora o blog tem ajudado diversas mães, que é um ser inseguro por natureza, afinal, é muita responsabilidade educar!!

  2. Estou nessa fase com meu principezinho também… Ele sempre foi muito calmo e tranquilo, mas parece que quando completou dois aninhos ele se transformou (risos), só que no nosso caso com um agravante, ele ganhou uma maninha, minha pequena está com quinze dias, os primeiros dias não foram nada fáceis a mamãe aqui chorou um bom bocado por ver ele tão agitado, como fiz cesarea quase não conseguia dar colo e atenção para ele… Agora as coisas começaram a ficar mais armoniozas de vez em quando ele ainda tem uns “Ataques” para chamar a atenção… A maneira que encontramos para o ataque passar logo foi de ignorar, no início conversávamos e bajulavamos aí parecia que era pior, quando começamos a ignorar ele foi parando… Percebeu que não estávamos mais dando atenção para aquela atitude… Enfim os dois anos não são fáceis, mas com paciência e amor ( que nós mamães temos de sobra) tudo se ajeita…

    1. oi Sheila, muito obrigada por dividir a sua experiência aqui com a gente e outras mamães. Realmente não é fácil, imagino a correria com um filho de dois anos e uma bebezinha recém-nascida! Boa sorte querida! Beijos, Fabi

  3. Me identifico muito com vocês! Só tenho a Sophia, de 2 anos e 3 meses e realmente aprendi isso tudo com o tempo. Nada mais é como antes. Mas tem muitas coisas que são melhores que antes! O prazer de ver a felicidade do seu filho brincando, sorrindo, dando gargalhadas. Você é surpreendido a cada minuto do dia com a evolução motora e intelectual deles e seu crescimento em geral. Aprendem rápido e TUDO. Amo ser mãe e jamais me arrependerei disso. Por nada e ninguém!

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