Menina triste. Foto: freeimages

Como ensinar os filhos a superarem mudanças e frustrações

Olá meninas, esse começo de ano não foi nada fácil pra mim e pra Fabi, ou melhor: pra minha pequena Manuela (de 3 anos) e para meu sobrinho Serginho (de 2 anos). Acontece que nem sempre a vida é como a gente quer. Embora os primeiros dias de volta às aulas tenham sido bons, logo os dois baixinhos sentiram as mudanças deste ano e aí não queriam mais ir pra escola.

Enquanto o Serginho ainda está lidando com a frustração de ter seus melhores amigos do ano passado agora em outra turma diferente da dele, a minha filha descobriu que a escolinha, lugar onde se sentida acolhida e segura, também pode ser um local de frustrações. Pela primeira vez, ela presenciou um amiguinho mordendo um coleguinha e aí o medo veio com tudo.

Essas situações deixaram a gente de cabelo em pé, afinal, a gente sofre junto com filhos, não é meninas? Pensando nas mamães que vivem situações parecidas às nossas, elencamos algumas dicas práticas da psicóloga infantil Ana Flávia Fernandes, que também é nossa colunista aqui no blog. Vejam só:

Como ensinar os filhos a superarem mudanças e frustrações

1. Sinta-se segura e confiante diante da mudança

O desafio dos pais é ajudar as crianças a passarem por esse caminho (das mudanças) com mais leveza e confiança. Isso quer dizer que é necessário primeiro cuidar do nosso estado interno, pois se estivermos inseguros, será mais difícil gerar coragem neles.

Assim, conte ao seu filho que você também sente medo do desconhecido, mas que, juntos, vocês podem conhecer e aprender o que aquela situação vai trazer. Se falamos de um lugar confiante e seguro, a tendência é que as crianças ativem sua resiliência e acreditem em sua capacidade para enfrentar o novo desafio.

2. Veja o lado bom das coisas

Em situações como as do Serginho, que ficou em uma sala diferente dos amigos, essa é uma grande oportunidade de ajudá-lo a fazer novos amigos e manter laços com os amigos antigos.

Neste caso, pergunte para o seu filho como ele poderia ajudar os novos alunos a se adaptarem à escola e não chorarem tanto. Você também pode sugerir que seu filho leve para a escolinha uma fruta que esse novo aluno gosta, como uma forma de carinho e gentileza por ele. Já com os amigos que estão em outra sala podemos conversar e propor encontros fora da escola com aqueles que ele tem mais proximidade.

3. Ensine sobre o diferente

No caso da Manuela, que presenciou a mordida na escola, provavelmente ela se assustou com o diferente. Isso é comum em algumas crianças e podemos ajudá-las contando sobre as características que cada um tem, além de falar sobre algumas semelhanças e diferenças entre as crianças da sala dela, por exemplo. Isso faz com que a criança perceba que as pessoas são diferentes e cada um tem seu jeitinho que faz ser quem é.

> Sobre as situações de mordida, vejam aqui o artigo de Ana Flávia sobre o assunto.

4. Fale “a língua” do seu filho

Para explicar para as crianças pequenas o que acontece com a nossa cabeça e corpo quando vivemos uma mudança, frustração ou decepção, a dica é usar uma linguagem mais simples, utilizando palavras que elas conhecem ou associando com alguma história que elas conheçam.

Acredite, quando abrimos este espaço de diálogo constantemente de um lugar de respeito e carinho pela dificuldade que eles estão vivendo, nos tornamos um ponto de apoio, o qual eles voltarão para recarregar suas energias, coragem e segurança.

Meninas, vocês já passaram por situações parecidas? Espero que estas orientações da psicóloga também ajudem vocês a lidar com o diferente, com as mudanças e frustrações que ainda aparecerão na vidinha de seus filhos.

Beijos, da Mamãe Prática Mari

Foto: freeimages.com/Erik Araujo

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