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Gripe não é resfriado: entenda por que é importante vacinar

Os meses mais frios estão chegando e confesso que fico um pouco apreensiva sobre a temporada de gripe, resfriado e outras doenças respiratórias que podem vir por aí.

No ano passado foi justamente entre os meses de abril e junho que meus filhos ficaram bastante doentes. A Cecilia teve bronquiolite com 45 dias e ficou quase uma semana internada e o Serginho (então com 4 anos) teve crise de bronquite e começo de pneumonia.

Para você ter uma ideia, até um dos meus gatos, o Greg, teve gripe e infecção de garganta. Isso tudo praticamente junto e com uma bebê recém-nascida para cuidar. Imagina o sufoco!

Depois dessa fase, eu e meu marido decidimos até mudar de casa para um apartamento porque morávamos em uma região arborizada perto da Serra, linda, mas muito, muito fria. Ou seja, o fato das crianças e do gato terem ficado doentes por causa também do frio foi um dos motivos para a nossa mudança.

Informação é tudo

Muitas vezes confundimos gripe com resfriado e não damos atenção à doença. Quem nunca ouviu alguém dizer: “não vou tomar a vacina porque quando tomo fico doente” ou “ vacina não adianta nada”. Mas existem muitos mitos relacionados ao tema e a gripe pode ocasionar complicações sérias de saúde à nossa família. Então, o melhor é prevenir!

Pensando nisso, já estamos nos programando para levar as crianças para tomar a vacina contra a gripe. A campanha 2019 começou e vai até o dia 31 de maio, em todo o Brasil.

Para te ajudar a entender melhor o tema, reuni abaixo algumas informações sobre a doença e a vacinação. Os dados são do Ministério da Saúde. Vale a leitura 😉

Gripe não é resfriado

O resfriado é uma doença respiratória frequentemente confundida com a gripe, mas é causado por vírus diferentes. Os vírus mais comuns associados ao resfriado são os rinovírus, os vírus parainfluenza e o vírus sincicial respiratório (VSR), que geralmente acometem as crianças.

Os sintomas do resfriado, apesar de parecidos com os da gripe, são mais brandos e duram menos tempo, entre dois e quatro dias.

Os sintomas incluem tosse, congestão nasal, coriza, dor no corpo e dor de garganta leve. A ocorrência de febre é menos comum e, quando presente, é em temperaturas baixas.

O que é gripe (influenza)

A influenza ou gripe é uma infecção aguda do sistema respiratório, ocasionada pelo vírus influenza, com elevado potencial de transmissão. Inicia-se com febre, dor muscular, e tosse seca. Em geral, tem evolução por período limitado, em geral de um a quatro dias, mas pode se apresentar forma grave.

A gripe propaga-se facilmente e é responsável por elevadas taxas de hospitalização. Idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, ou imunodeficiência são mais vulneráveis aos vírus.

Um indivíduo pode contrair a gripe várias vezes ao longo da vida. Se não for tratada a tempo, a gripe pode causar complicações graves e até mesmo levar à morte, principalmente nos grupos de alto risco, como pessoas com mais de 60 anos, crianças menores de cinco anos, gestantes e doentes crônicos.

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Tipos de vírus da gripe (influenza)

Existem três tipos de vírus influenza/gripe que circulam no Brasil: A, B e C. O tipo C causa apenas infecções respiratórias brandas, não possui impacto na saúde pública, não estando relacionado com epidemias.

O vírus influenza A e B são responsáveis por epidemias sazonais, sendo o vírus influenza A responsável pelas grandes pandemias.

Sintomas da gripe

Clinicamente, a gripe (influenza) inicia-se com febre, em geral acima de 38°C, seguida de dor muscular e de garganta, prostração, cefaleia e tosse seca. A febre é o sintoma mais importante e dura em torno de 3 dias.

Com a sua progressão, os sintomas respiratórios tornam-se mais evidentes e mantêm-se em geral por 3 a 4 dias, após o desaparecimento da febre.

A febre nas crianças pode atingir níveis mais altos, sendo comum o achado de aumento dos linfonodos cervicais e também podem fazer parte os quadros de bronquite ou bronquiolite, além de sintomas gastrointestinais.

Sintomas associados ao quadro gripal:

  • Calafrios
  • Mal-estar
  • Cefaleia
  • Mialgia (dor muscular)
  • Dor de garganta
  • Dor nas juntas
  • Prostração
  • Secreção nasal excessiva
  • Tosse seca

Sintomas associados menos frequentes

  • Diarreia
  • Vômito
  • Fadiga
  • Rouquidão
  • Olhos avermelhados e lacrimejantes

Transmissão da doença

Em geral, o período de incubação da gripe dura de um a quatro dias. A transmissão ocorre por meio de gotículas expelidas pelo indivíduo infectado ao falar, espirrar e tossir. Eventualmente, pode ocorrer transmissão pelo ar, pela inalação de partículas residuais, que podem ser levadas a distâncias maiores que 1 metro.

Também há evidências de transmissão pelo modo indireto, por meio do contato com as secreções de outros doentes. Nesse caso, as mãos são o principal veículo, ao propiciarem a introdução de partículas virais diretamente nas mucosas oral, nasal e ocular.

Indivíduos adultos infectados podem transmitir o vírus entre 24 e 48 horas antes do início de sintomas, porém em quantidades mais baixas do que durante o período sintomático.

Nesse período, o pico da excreção viral ocorre principalmente entre as primeiras 24 até 72 horas do início da doença, e declina até aos níveis não detectáveis por volta do 5º dia, após o início dos sintomas.

As crianças, quando comparadas aos adultos, excretam vírus mais precocemente, com maior carga viral e por períodos longos.

Vacinação

A vacina contra gripe é segura e é a intervenção mais importante para evitar casos graves e mortes pela doença. A vacina trivalente protege contra três cepas do vírus influenza.

Para 2019, de acordo com determinação da Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacina oferecida pela Campanha Nacional de Vacinação protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul: A (H1N1), A (H3N2) e B.

Como o organismo leva, em média, de duas a três semanas para criar os anticorpos que geram proteção contra a gripe após a vacinação, o ideal é realizar a imunização antes do início do inverno, que começa em junho.

O período de maior circulação da gripe vai do final de maio até agosto.

Período da campanha:

10/04 a 31/05 de 2019

Dia D de mobilização:

4 de maio, quando postos de todo o Brasil estarão abertos.

Público-alvo:

  • Gestantes
  • Bebês e crianças até menores de 6 anos (ou seja, que tenham até 5 anos, 11 meses e 29 dias)
  • Mulheres puérperas (até 45 dias após o parto)
  • Trabalhadores de saúde
  • Povos indígenas
  • Idosos (a partir dos 60 anos)
  • Professores
  • Pessoas portadoras de doenças crônicas e outras categorias de risco clínico
  • População privada de liberdade
  • Funcionários do sistema prisional

Você encontra mais detalhes sobre a campanha de vacinação 2019 no site do Ministério da Saúde.

IMPORTANTE: Crianças menores de seis meses e pessoas com alergia severa a ovo são contraindicadas para se vacinarem contra a influenza

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Dicas de prevenção

Para redução do risco de adquirir ou transmitir doenças respiratórias, orienta-se que sejam adotadas medidas gerais de prevenção:

  • Frequente higienização das mãos, principalmente antes de consumir algum alimento
  • Utilize lenço descartável para higiene nasal
  • Cubra o nariz e boca quando espirrar ou tossir
  • Evite tocar mucosas de olhos, nariz e boca
  • Higienize as mãos após tossir ou espirrar
  • Não compartilhe objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas
  • Mantenha os ambientes bem ventilados
  • Evite contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de influenza
  • Evite sair de casa em período de transmissão da doença
  • Evite aglomerações e ambientes fechados
  • Adote hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos
  • Oriente o afastamento temporário (trabalho, escola etc.) até 24 horas após cessar a febre
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Esse vídeo do querido médico Drauzio Varella, de 2016, também é bastante esclarecedor:

Espero que essas informações sejam úteis, esclarecedoras e, principalmente, que a sua família fique bem longe da gripe nos próximos meses.

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Beijos, da Mamãe Prática Fabi

Foto: Paul Tonner (Freeimages.com)

Fontes: Ministério da Saúde e Dr. Drauzio Varella

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