volta às aulas: 9 cuidados com a saúde das crianças

O início do ano é sempre um momento importante para a vida escolar dos nossos filhos. Muitas vezes representa uma nova rotina, nova escola, novos amigos e tem os bem pequeninos, como a minha Cecilia, que estão começando pela primeira vez na escolinha.

Então, achei bem bacana essas dicas apresentadas no artigo da Agência Einstein com pediatras que entendem do assunto. As orientações valem para todo o ano escolar. Vale a leitura!


Volta às aulas: cuidados com a saúde do seu filho

Saiba o que a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda para um ano escolar com a saúde em dia

Por Cristiane Bomfim, da Agência Einstein

A partir de fevereiro, se mantidos os números do Censo Escolar 2019, cerca de 34 milhões de crianças e adolescentes de todo o país devem voltar às aulas ou iniciar a vida escolar em algum ano do ensino infantil, fundamental ou médio. A nova etapa de aprendizado, iniciada com o ano letivo, requer dos pais alguns cuidados para garantir a saúde e melhor vivência dos pequenos.

“O início deste novo ciclo de aprendizado requer atenção das famílias, que precisam estar próximas da escola e se sentirem parte dela tanto quanto as crianças”, afirma a pediatra Mércia Lamenha Medeiros, do Departamento Científico de Saúde Escolar da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

“Desta forma elas conseguirão acompanhar o desenvolvimento dos seus filhos e perceber questões relacionadas ao seu dia a dia.” É importante que os pais estejam atentos a alguns pontos listados em uma cartilha da SBP.

1. Início da vida escolar ou mudança de escola: conhecer a escola ou a creche e professores. Uma visita ao ambiente escolar no começo das aulas é importante para a adaptação da criança. Não há uma regra: algumas precisam de mais tempo para se adaptar.

A escolha da escola deve ser compatível com o estilo de vida da família (costumes, valores, crenças e objetivos). “Nem sempre a melhor escola da cidade vai ser a melhor para o seu filho”, diz a pediatra.

2. Vacinação: Verifique se as vacinas estão em dia. Crianças imunizadas ficam menos doentes e não contagiam os colegas. Sarampo, rubéola e catapora são exemplos de doenças perigosas que podem ser prevenidas. Algumas escolas pedem a carteirinha no ato da matrícula, mas esta é uma responsabilidade dos pais e a falta deste cuidado pode ser considerada negligência.

3. Alimentação: o cardápio da criança ou do adolescente na escola deve ser o mesmo (ou muito parecido) com o de casa. É preciso que seja balanceado e adequado às exigências das atividades dos alunos. A ingestão de água e frutas precisa ser estimulada pelos pais e professores.

É importante tentar evitar as cantinas, a não ser que a proposta esteja alinhada com a rotina familiar. As principais refeições devem incluir legumes, carnes magras e frutas. E o café da manhã é fundamental. Jejum é para o mundo adulto e não para quem está em fase de crescimento e formação.

4. Sono: noites bem dormidas são importantes para um bom desempenho escolar. Sendo assim, a adaptação aos novos horários deve começar dias antes do início das aulas, para que os alunos estejam descansados e atentos na sala de aula. Adolescentes são mais sonolentos e precisam dormir por mais tempo. Por este motivo, estudar à tarde pode ser uma boa alternativa.

5. Peso da mochila: as mochilas devem ter até 10% do peso da criança. Ou seja, se o aluno pesa 50 quilos, a mala pode ter – no máximo – 5 quilos. Além disso, deve ocupar todas as costas até o início do bumbum e sempre ser carregada com as alças nos dois ombros.

Quando a opção for mala de rodinhas, é preciso que a altura da alça seja compatível com o corpo do aluno de forma que ele não precise se encurvar. “s mochilas devem ser arrumadas todos os dias para que o aluno leve só o que for necessário.

6. Visão: a saúde ocular das crianças também merece atenção. De acordo com o oftalmologista pediátrico Mauro Plut, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, os pais devem estar atentos a alguns sinais que podem indicar problemas visuais e, se necessário, procurar um especialista:

– Franzir os olhos para enxergar melhor
– Aproximar-se do quadro negro para ver o conteúdo exposto
– Vermelhidão ou coceira nos olhos
– Pálpebra caída
– Estrabismo
– Dor de cabeça frequente

7. Audição: baixo desempenho escolar pode ser um indicativo de problemas de audição. Por isso é bom estar atento quando a criança tem dificuldades para entender o que está sendo dito em volume normal, grita ao falar ou, ainda, precisa olhar para o rosto do interlocutor no momento de uma conversa.

8. Medicação regular: pais de alunos que precisam tomar medicação com regularidade em horário de aula precisam informar professores e coordenadores.

9. Bullying: é papel da escola fazer um trabalho educativo e preventivo sobre bullying, mas pais devem estar atentos às mudanças de comportamento que podem indicar que algo está errado no ambiente escolar.

Os sinais são: pesadelos, terror noturno, choro excessivo sem motivo aparente, mudança no hábito alimentar, agressividade, apatia, perda de vontade de ir à escola, choro desmedido ao ir para a aula. “Se a criança passa mal na escola com frequência ou diz que não quer ir de uma hora para outra é porque tem algo errado e que precisa ser investigado”, diz a pediatra Mércia, da Sociedade Brasileira de Pediatria.

(Fonte: Agência Einstein)

Gostou do post? Compartilhe com seus amigos e nos ajude a levar informação de qualidade para mais famílias.

Beijos, da Mamãe Prática Fabi

Foto: Freeimages.com/ Cienpies Design

Nossos projetos ligados à alimentação infantil
Loja Mamãe Prática – marmitas, lancheiras, garrafinhas, cortadores e utensílios para lanchinhos e comidas divertidas
Criando AMORas – como fazer seu filho comer com prazer alimentos variados e saudáveis

Cadastre-se no Clube Mamãe Prática para receber nossos posts e novidades!

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.