Dando continuidade aos temas para o sucesso da amamentação, este post traz dicas simples, mas que podem fazer toda a diferença para você que está grávida ou é nova nesse universo da lactação. O primeiro passo é, acreditem ou não, “segurar seu bebê da forma correta”. Pode parecer bobagem, mas não é não. As posições para amamentar são determinantes!
Sabia que existem três posições diferentes para realizar a amamentação com sucesso? Além da tradicional (com o bebê de lado, no seu colo), há também a posição invertida (ideal para quando a mamãe precisa aliviar as mamas ingurgitadas) e aquela chamada “posição a cavaleiro”, muito indicada para quando o bebê tem refluxo. Nome engraçado desta última, não é mesmo?
Cada posição para a amamentação tem uma função diferente. O vídeo a seguir mostra aquela que melhor se encaixa na sua rotina de amamentação.
O que o vídeo traz: três posições para amamentar
Amamentar é um momento de nutrição, acolhimento e vínculo entre mãe e bebê. Mas, especialmente nos primeiros dias, muitas mulheres têm dúvidas sobre como posicionar o recém-nascido de forma confortável e segura. Não existe apenas um jeito de amamentar. No vídeo “Amamentação – Conheça as 3 posições para amamentar”, são apresentadas três posições que podem ajudar bastante nessa fase de adaptação.
Antes de falar sobre as posições para amamentar, vale lembrar um princípio importante: o bebê deve estar sempre bem apoiado, com o corpo voltado para a mãe e a cabeça alinhada ao tronco. O nariz deve ficar na frente do mamilo, e a pega correta acontece quando o bebê abocanha não só o mamilo, mas também boa parte da aréola. Quando a pega está adequada, o queixo encosta na mama, os lábios ficam virados para fora e a mamada tende a ser mais eficiente e menos dolorosa.
A primeira posição bastante usada é a tradicional, também chamada por muitos de posição de berço. Nela, a mãe segura o bebê com o braço do mesmo lado da mama oferecida. O pequeno fica de frente para o peito, com a barriguinha voltada para o corpo da mãe. Essa costuma ser uma das posições mais intuitivas e, para muitas mulheres, acaba se tornando a mais frequente no dia a dia. Ela permite observar bem a mamada e costuma funcionar bem quando mãe e bebê já estão mais adaptados à amamentação.
A segunda é a posição invertida, também conhecida como “posição de futebol” ou “sob o braço”. Nessa forma de amamentar, o bebê fica ao lado do corpo da mãe, com as perninhas voltadas para trás, por baixo da axila. A cabeça é sustentada pela mão da mãe, o que permite maior controle sobre a aproximação da boca ao peito. Essa posição pode ser especialmente útil para mulheres que passaram por cesariana, porque evita pressão sobre o abdômen, e também para mães com mamas maiores ou que estejam tendo dificuldade com a pega nos primeiros dias.
A terceira posição é a deitada de lado, que pode ser uma boa alternativa para momentos em que a mãe precisa descansar mais. Nela, mãe e bebê ficam virados um para o outro, lado a lado. É uma posição frequentemente lembrada como confortável, principalmente no pós-parto ou em mamadas noturnas. Ainda assim, exige atenção redobrada para que o bebê esteja bem posicionado e para que a mãe não adormeça durante a mamada.
Independentemente das posições para amamentar escolhidas, alguns cuidados fazem diferença. Um deles é investir no conforto: usar travesseiros, almofadas ou uma poltrona com bom apoio para os braços e para as costas pode reduzir bastante o cansaço. Outro ponto essencial é evitar que a mãe se curve em direção ao bebê. O ideal é trazer o bebê para perto da mama, e não o contrário. Isso ajuda a prevenir dores nas costas, nos ombros e no pescoço.
Também é importante lembrar que amamentar não deve ser sinônimo de dor. No começo, pode existir algum desconforto enquanto mãe e bebê estão aprendendo juntos, mas dor persistente, fissuras ou dificuldade constante na pega merecem atenção. Muitas vezes, pequenas mudanças no posicionamento já resolvem boa parte do problema.
No fim das contas, a melhor posição é aquela em que mãe e bebê ficam confortáveis e conseguem manter uma mamada tranquila. Testar diferentes formas de segurar o bebê pode ajudar bastante até encontrar a que funciona melhor para cada dupla. Afinal, amamentar também é um processo de descoberta, com prática, paciência e apoio.
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Orientações de especialistas
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Crédito
Post publicado em 6 de agosto de 2013 por Mari Branco. Revisto e atualizado em 31 de março de 2026.


