Tem coisa mais gostosa do que sol e calor? O dia fica mais alegre e as crianças super animadas para passear. Mas a gente tem que tomar cuidado com a exposição exagerada ao sol.
Uma dúvida comum de quem tem bebê, por exemplo, é quando eles podem começar a usar protetor solar. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, durante os seis primeiros meses de vida, os bebês não devem ser expostos diretamente ao sol. Nesse caso, o indicado é usar bonés, roupas, guarda-sol ou sombrinha para proteger o bebê.
A partir dos seis meses e até o primeiro ano de vida, principalmente, as exposições ao sol devem ser curtas e em horários apropriados (até 10h e após 16h), sempre com a utilização de protetor solar.
Filtros adultos e infantis
É importante saber que a pele das crianças tem características próprias e, por isso, os protetores infantis são formulados de maneira diferente dos produtos destinados aos adultos. A principal distinção está na suavidade da composição: as versões para crianças evitam ingredientes com maior potencial de irritação, como fragrâncias fortes, álcool e alguns conservantes.
Outra diferença importante está no tipo de filtro utilizado. Enquanto os protetores adultos podem combinar filtros químicos e físicos, os infantis costumam priorizar filtros físicos, como óxido de zinco e dióxido de titânio, que formam uma barreira sobre a pele e refletem a radiação, reduzindo o risco de reações alérgicas. Por isso, esses produtos tendem a ter uma textura mais espessa e um aspecto mais esbranquiçado, ao contrário das versões adultas, que geralmente são mais leves e fáceis de espalhar.
Os protetores infantis também passam por testes rigorosos de hipoalergenicidade e, em sua maioria, não contêm perfumes ou corantes. Embora o FPS recomendado para ambos possa ser semelhante, o que realmente diferencia os produtos é a formulação pensada especialmente para a pele delicada das crianças. Por isso é importante sempre escolher o produto adequado à idade dos nossos filhos.
Dicas para selecionar o protetor solar
- Devido à pele delicada e sensível das crianças e bebês, dê preferência por filtros hipoalergênicos, dermatologicamente testados e de preferência sem fragrâncias e corantes para evitar reações alérgicas. Também existem fórmulas “livre de lágrimas” que evitam a irritação caso o produto entre em contato com os olhos.
- Escolha protetores que bloqueiam tanto os raios UVA como os raios UVB, dando preferência para filtros específicos, de acordo com a idade da criança. Isso é importante para evitar alergias e irritação na pele.
- Aplique o protetor solar de modo uniforme e em quantidade generosa cerca de 20 a 30 minutos antes da exposição ao sol. Este é o tempo necessário para a estabilização do protetor solar na pele, garantindo a sua eficácia.
- Reaplique o protetor solar a cada duas horas, logo após os banhos de mar e de piscina ou depois de secar a criança com uma toalha.
- Lembre-se de aplicar o protetor solar nas dobrinhas, orelhas, dorso dos pés, atrás dos joelhos e rosto (evitando a área muito próxima aos olhos).
- Caso a pele da criança seja muito clara, recomenda-se optar por um FPS maior do que 40.
- Evite os horários de maior intensidade solar, respeitando os horários apropriados, ou seja, até 10h e após 16h.
- Evite exposições prolongadas e repetidas ao sol. Se perceber que o sol está muito quente, melhor procurar uma sombra.
- Use protetor solar também nos dias nublados porque o mormaço também queima!
- Aumente a proteção colocando chapéus e roupas adequadas na criança. Tente deixá-la na sombra ou sob o guarda-sol pelo maior tempo possível.
Sobre que tipo de roupa usar, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, as roupas garantem proteções diferentes contra o sol. Camisetas de malha branca e tecidos molhados ou com tramas largas, protegem menos. Tecidos de trama mais fechada e cores escuras protegem mais.
Uma opção para ajudar a proteger as crianças do sol são as camisetas com fotoproteção, aquelas do tipo “camiseta de surfista”. Na praia ou na piscina, além de protege do sol, elas evitam que a criança fique exposta ao vento ou friagem.

Crédito
Publicado por Fabi Fontainha em 10 de setembro de 2015. Revisto e atualizado em 10 de fevereiro de 2026. Com informações de Coppertone e do site Conversando com o Pediatra. Imagem de abertura criada com auxílio de inteligência artificial.




Estariam os BEDUINOS errados ao usarem vestes claras para melhor refletir a luz solar. O mormaço queima menos do que deixar a criança embaixo do guarda-sol, exposta à reflexão na areia dos raios solares.