É uma delícia ver nossos filhos felizes, brincando em parquinhos, não é mesmo? Mas você sabia que é neste ambiente onde também acontecem muitos acidentes?
De acordo com a ONG Criança Segura, quedas são uma das ocorrências mais comuns e seguem como importante causa de internações por acidentes em crianças e adolescentes. Em parquinhos, quedas são um risco frequente. Por isso vale checar piso, manutenção e adequação por idade.
Veja as orientações para os pais:
- Conheça os parquinhos onde as crianças brincam. Procure equipamentos apropriados para a idade das crianças e verifique se os equipamentos estão enferrujados, quebrados ou contêm superfícies perigosas. Denuncie qualquer problema à escola ou ao órgão responsável.
- O parquinho dever ser instalado em piso que absorva impacto, com característica atenuante adequada à altura de queda do brinquedo, tais como um gramado natural, um piso emborrachado ou areia. Existem normas técnicas para essas especificações e os parquinhos jamais devem ser instalados em piso de concreto ou pedra.
- Tire o capuz e o cachecol de todas as crianças para evitar perigos de estrangulamento nos parquinhos.
- Ensine a seu filho as regras de comportamento nos parquinhos, como não empurrar, não dar encontrões e nem se amontoar. Além disso, mostre quais são os equipamentos apropriados para a sua faixa etária.
- Crianças menores que brincam em equipamentos destinados a crianças mais velhas têm mais chances de sofrer algum tipo de acidente. Elas devem estar sob constante supervisão de adultos durante a brincadeira no parquinho.
Por que o parquinho exige atenção?
Gastar energia, desenvolver coordenação motora e conviver com outras crianças fazem parte da diversão. Ao mesmo tempo, od parquinhos concentram riscos bem típicos: quedas, escorregões, batidas em estruturas, cortes em superfícies danificadas e pequenos acidentes por excesso de crianças no mesmo brinquedo. A ideia não é ter medo do parquinho, mas tornar a brincadeira mais segura com alguns cuidados simples: checar o ambiente antes de brincar, escolher brinquedos adequados para a idade e acompanhar de perto, principalmente os pequenos.
Checklist rápido antes de brincar (leva 1 minuto)
Antes de soltar a criança, vale fazer uma varredura rápida no espaço:
- Estrutura: há parafusos expostos, pontas, farpas, rachaduras, corrente solta, madeira quebrada ou ferrugem?
- Piso: está escorregadio? Tem buracos, pedras, vidro, galhos ou áreas duras (concreto/pedra) na zona de queda? Se houver areia, ela está fofa e sem objetos escondidos?
- Altura e proteção: escadas e plataformas têm corrimão? Há grades onde seria esperado?
- Calor: escorregadores e partes metálicas podem ficar muito quentes no sol. Teste com a mão antes.
- Fluxo: se o brinquedo estiver cheio, oriente revezamento e evite “amontoar” na escada e na saída do escorregador.
Supervisão por idade (faz diferença!)
Crianças pequenas precisam de supervisão bem próxima. Um parâmetro simples:
- 1 a 3 anos: adulto a poucos passos, pronto para ajudar na escada e na descida. Prefira brinquedos baixos.
- 4 a 6 anos: mantenha o olhar constante, porque a criança testa limites e corre para brinquedos maiores sem perceber o risco.
- 7+ anos: dá para dar mais autonomia, mas com regras combinadas (esperar a vez, não empurrar, não subir pelo escorregador).
- Um ponto importante: crianças menores em brinquedos destinados a maiores têm mais chance de se machucar e isso acontece muito, particularmente quando a criança “vai atrás” de irmãos ou amigos.
Roupas e acessórios: atenção aos enroscos
Alguns itens aumentam o risco de enroscar em grades, correntes e estruturas. Prefira roupas confortáveis e evite:
- cordões longos, capuz com ajuste, cachecol e colares durante a brincadeira;
- mochilas penduradas;
- brinquedos com cordões no pescoço.
- calçado também conta: chinelos e sandálias soltas podem escorregar. Um tênis fechado, costuma ser mais seguro para correr e subir.
Se notar risco, o que fazer?
Se você perceber brinquedos quebrados, enferrujados ou piso perigoso, interrompa a brincadeira e avise o responsável (escola, condomínio, administração do parque ou prefeitura). Se puder, fotografe e registre o ponto exato, ajuda bastante para a manutenção. Enquanto isso, redirecione para outra área do parque ou para brincadeiras no chão (bola, corrida leve, pega-pega), que são tão divertidas quanto.
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Crédito
Publicado em 26 de junho de 2013 por Mari Branco, revisto e atualizado em 24 de fevereiro de 2026.



