pré-eclâmpsia

Pré-eclâmpsia: o perigo da pressão alta na gravidez

Olá meninas! Pré-eclâmpsia costuma ser um assunto “chatinho” e que quando estamos grávidas até evitamos falar, mas é um tema importante e que acomete muitas mulheres. Eu mesma tive pressão arterial elevada no final da gravidez e precisei fazer um controle especial com minha médica obstétrica para evitar complicações como o parto prematuro. Felizmente tudo deu certo e Serginho não nasceu antes da hora!

Para entendermos mais sobre o que é a pré-eclampsia, suas causas e complicações, divido com vocês este artigo que a médica obstetra Rossana Pulchineli Vieira Francisco, da Clínica Obstétrica do  Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, preparou exclusivamente para o blog Mamãe Prática (vale muito a leitura!). Com a palavra, a Dra. Rossana:

Futuras mamães devem ficar de olho na pressão arterial

A gravidez é um momento muito esperado pelas mamães e papais, e deve ser curtida com muito amor e carinho. Mas é preciso também prestar atenção aos sinais do corpo para garantir a saúde tanto da mamãe como do bebê.

Manter as visitas periódicas e os exames em dia é fundamental até porque há algumas situações desagradáveis que podem complicar a gravidez muito depois dos primeiros três meses, como a pré-eclâmpsia.

Apesar de ser pouco conhecida, a pré-eclâmpsia é uma doença que ainda apresenta um grande impacto na saúde da mulher globalmente, sendo a principal causa de morte materna. Cerca de 15% dos partos prematuros e 42% das mortes maternas em países em desenvolvimento são causados pela doença.

Então, é fundamental estar atenta aos fatores de risco para esta doença como obesidade, histórico familiar, gestações no início da adolescência ou com idade superior a 40 anos, doença renal ou pressão arterial elevada antes da gravidez. Eles podem aumentar as chances de pré-eclâmpsia e você deve compartilhar esse histórico com o seu médico desde a primeira consulta do pré-natal.

Mas afinal o que é a pré-eclâmpsia?

Ela é uma doença caracterizada pelo aumento da pressão arterial e dos níveis de proteína na urina (proteinúria) a partir da 20ª semana de gestação. Pode gerar complicações na gestação que colocam a vida tanto da mamãe como a do bebê em risco.

Se não for diagnosticada precocemente e controlada, a doença pode acarretar em convulsões, acidente vascular cerebral, hemorragia, dano renal, insuficiência hepática e até morte. As causas da doença ainda não são claras, mas acredita-se que ela seja uma reação do organismo materno ao corpo do bebê.

Fortes dores de cabeça, distúrbios de visão, pressão arterial elevada, rápido ganho de peso, náuseas, dor abdominal, edema nas mãos e nos pés e proteinúria são alguns dos sintomas. Mas nos primeiros estágios, ela é assintomática, o que torna o diagnóstico um grande desafio. Quando os sinais clínicos aparecem, a pré-eclâmpsia pode estar em uma fase avançada, o que dificulta seu controle e aumenta as chances de um parto prematuro.

E como eu me protejo?

Não há uma forma de prevenir a doença e às vezes pode ser difícil fazer o diagnóstico corretamente. Além dos exames padrões como o de dosagens de proteínas na urina e da aferição da pressão arterial, realizar o teste de biomarcadores para pré-eclâmpsia pode auxiliar na identificação de gestantes que precisam de maior vigilância quanto à pré-eclâmpsia.

Ele é um teste simples realizado por análise sanguínea e que avalia a relação entre o fator de crescimento placentário (PlGF) e a tirosina quinase-1 (sFlt-1). Este teste pode ser realizado depois de 20 semanas e pode  auxiliar na tomada de decisão médica, facilitando a identificação de pacientes que precisam de maior vigilância, além de reduzir as internações desnecessárias de forma segura.

Com o diagnóstico de pré-eclâmpsia é possível fazer o controle da doença com o uso de medicamentos anti-hipertensivo e monitorar o desenvolvimento do bebê, levando a gestação até o melhor momento para o parto.

Por isso, futuras mamães, fiquem de olho nos sinais do seu corpo. Qualquer alteração, compartilhe com o seu médico. Ele poderá aconselhá-la da melhor maneira para garantir sua saúde e a do seu bebê.


dra-rossana-franciscoDra Rossana Pulchineli Vieira Francisco 
é  obstetra da Clínica Obstétrica do  Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da (Universidade de São Paulo (USP) e professora na Faculdade de Medicina da USP. Atua na atenção à gestações de alto risco. A médica também é mãe da Isabella, de 16 anos, e do Vinicius, 13 anos.

 

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Beijos, da Mamãe Prática Fabi

Foto: Sueli Zischler Photography

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2 ideias sobre “Pré-eclâmpsia: o perigo da pressão alta na gravidez”

  1. Tive a eclampsia com 35 semanas de gestação mas até então nunca tinha tido problemas de pressão mas graças a Deus eu e minha filha estamos bem ela ja está com 4 aninhos

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