Porque o bebê regurgita

Uma coisa que entendi nesse pouco tempo em que me tornei mãe é que cada bebê é único, tem seu jeito, características e dificuldades. Alguns bebês não dormem direito, outros têm muita cólica, outros ficam mais doentes e por aí vai. No meu caso, o Serginho tem muito refluxo. Ele regurgita o tempo todo!

No começo, quando o Serginho ainda era recém-nascido e nos primeiros meses, eu ficava agoniada e dava um desespero toda vez que ele punha pra fora o leite materno que tinha acabado de mamar. Ele dava um arrotinho e lá vinha tudo junto (risos).

E isso continua até hoje, o que significa que aqui em casa sempre estamos com a roupa e até o cabelo sujos (eu, bebê, papai), fora lençol, sofá, almofada e o que mais estiver por perto, mesmo que a gente fique o tempo inteiro com uma fralda de pano para evitar esses acidentes.

Se você está se identificando com o tema, saiba que refluxo e regurgitação são muito comuns em bebês. Alguns têm mais, outros menos. Existem diferentes tipos de refluxo e a situação merece mais atenção quando o bebê sofre com isso, ou seja, quando chora, sente dor ou irritação ao golfar (não é gorfar como costumamos dizer rs rs rs), além de perder peso.

Felizmente, no caso do Serginho, apesar do refluxo/ regurgitação frequentes, ele não fica incomodado e isso não está comprometendo sua saúde. Então o jeito é ter paciência porque com o tempo, à medida que ele for crescendo, isso passará.

Para entender um pouco mais sobre o que acontece com meu pequeno, fui pesquisar o assunto e encontrei algumas informações, como as disponibilizadas pelo Departamento Científico de Gastroenterologia da Sociedade Brasileira de Pediatria:

O que é refluxo?
O refluxo gastroesofágico é a volta do conteúdo do estômago para o esôfago.

Por quê isso acontece?
Entre o esôfago e o estômago existe um tipo de músculo, chamado esfíncter, que deve permanecer fechado a maior parte do tempo, abrindo somente para a passagem dos alimentos (quando engolimos). Algumas vezes o esfíncter se abre, independente das deglutições, e deixa passar conteúdo do estômago que volta para o esôfago.

Como no estômago existe o ácido clorídrico, necessário para a digestão dos alimentos, o refluxo pode ser ácido. Esse ácido não deve permanecer no esôfago porque pode ocasionar lesões tanto no esôfago quanto nos outros órgãos que ficam acima do estômago e que não contêm ácido.

Existem outras causas?
Outro fator que provoca o refluxo nas crianças pequenas é que os mecanismos de proteção contra a presença do ácido no esôfago ainda estão imaturos. O refluxo pode ficar no esôfago, pode ir até a garganta ou sair pela boca. Neste caso, teremos o vômito ou a regurgitação. Conforme o esfíncter vai amadurecendo, o refluxo vai diminuindo.

Mas o refluxo é normal nos bebês?
É normal vomitar e regurgitar nos primeiros meses de vida, se a criança estiver ganhando peso adequadamente e que não tiver sintomas como dor ou azia. Esses bebês são chamados “vomitadores felizes”, pois vomitam ou regurgitam e estão sempre bem, sem sintomas e crescendo normalmente.

Quando o refluxo é um problema?
O refluxo torna-se um problema, chamado “doença do refluxo gastroesofágico”, quando atrapalha o crescimento e o desenvolvimento normal da criança ou quando piora a qualidade de vida do bebê. Perda ou não ganho de peso, choro, irritabilidade, recusa alimentar, anemia e vômitos com sangue podem ser sintomas de refluxo-doença. O ácido que volta do estômago está vencendo os mecanismos de defesa e está fazendo mal para o esôfago ou provocando alguma lesão e desencadeando os sintomas. Neste caso, o pediatra pode indicar tratamento com medicações antiácidas.

Fonte: Departamento Científico de Gastroenterologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, via site Conversando com o Pediatra.

Queridos, espero que este post tenha te ajudado a entender um pouco sobre esse assunto. Seu bebê também tem refluxo? Conte pra gente.

beijos, da Mamãe Prática Fabi

Foto: freeimages/ Milan Jerek

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4 comentários em “Porque o bebê regurgita”

  1. Fabi, a Juju quase não regurgitava (que palavra feia! rsrsrs).

    Mas me identifiquei mto com o que vc disse no inicio do texto: “Uma coisa que entendi nesse pouco tempo em que me tornei mãe é que cada bebê é único, tem seu jeito, características e dificuldades.”

    Incrível como tem mãe que acha que só o jeito dela é o certo e que ela conhece o seu filho melhor do que vc mesma! Passei por isso na fase de introduzir alimentos sólidos (o mundo achava que a culpa era minha pq a minha filha não aceitava a papinha), com o soninho da tarde (a Julia dorme pouco – 9h/noite e raramente faz o soninho a tarde), falar (começou a falar “tarde” com 2 anos). Ficava maluca e preocupada com tantas “mães/tias/etc” falando que a minha filha deveria ter algum problema. Visitei vários pediatras, fiz homeopatia, lia dezenas de artigos na internet, enfim, fiquei maluca. rs

    Voltando ao inicio do texto, o pediatra dela uma vez me disse exatamente isso: “Assim como nós adultos somos diferentes, os bebês tb tem seu jeitinho, sua personalidade, uns dormem bastante, outros são mais agitados, alguns são comilões, e por ai vai …”

    Adoro o blog! 🙂
    Bjos no Serginho

    1. Oi Rô!
      Nossa, realmente é complicado tantos palpites e opiniões que temos que ouvir. As pessoas querem ajudar, mas à vezes atrapalham porque cada criança tem o seu jeito e o seu tempo para as coisas… Na dúvida eu tento seguir meu instinto e costuma dar certo!
      Bjs para vc e a Julinha, continue passando por aqui!
      Fabi

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