Arquivo da tag: o que fazer

Como ajudar seu filho a deixar as fraldas

Olá meninas, fazer o desfralde pode ser fácil para algumas mamães e muito difícil para outras. Eu já falei sobre a hora certa do desfralde (aqui) e até trouxe dicas práticas (aqui). Mas desta vez temos o olhar da nossa colunista, a psicóloga infantil Ana Flávia Fernandes, sobre como podemos ajudar nossos pequenos durante o processo de tirar as fraldas. Com a palavra, a Ana Flávia:
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Sangramento na gravidez: o que fazer

Olá meninas, se vocês estão lendo esse texto pode ser que tenham passado por isso ou têm receio de que ocorra sangramento na gravidez. Uma leitora querida (gestante de 2 meses) nos enviou uma mensagem preocupada, pois após fazer esforço para pegar uma roupa no guarda-roupa teve um sangramento que, felizmente, não se repetiu.

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Crise dos 2 anos: como lidar com a adolescência do bebê

Olá meninas, já contamos sobre “a terrível (e incrível) fase dos 2 anos de idade”, período também conhecido como a crise dos 2 anos ou adolescência do bebê. Eu me lembro bem que com 2 anos a minha filha não queria de jeito nenhum dar a mão pra gente quando andávamos com ela na rua ou caminhávamos no shopping. Nós, mamães, ficamos bravas quando nossos bebês são tão teimosos, não é mesmo?

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Queda de cabelo no pós-parto: o que fazer

Olá meninas, quem aí também sofreu muito com a queda de cabelo durante o pós-parto? Eu realmente pensei que ficaria careca (risos), mas minha médica sempre me tranquilizava dizendo que a queda era normal e iria passar, e passou mesmo!

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Medo de barulho: como ajudar as crianças

Olá meninas, conheço alguns casos de crianças pequenas (até 5 anos) que realmente ficam muito assustadas e com medo de barulho, principalmente de bexigas que estouram, de fogos de artifício e do barulho de trovões. Felizmente, esse não é o caso da minha filha Manuela (3 anos).

Mas a gente fica com o coração apertado ao ver uma criança tão pequena sentindo tanto medo de barulho! Então, depois que também recebi uma mensagem de leitora muito preocupada com o filho, que chega a passar mal por causa desses tipos de barulhos, acionei nossa querida colunista, a psicóloga infantil Ana Flávia Fernandes, pra contar pra gente o que podemos fazer nesses momentos tão delicados. Com a palavra, a Ana Flávia:

Criança com medo de barulho

O medo é um a reação natural que ativa os sinais de alerta do nosso corpo em situações que acreditamos serem perigosas para nós. Em excesso faz com que a gente se feche numa espécie de prisão emocional e a falta de medo pode nos expor ao risco de vida. Por isso, nosso desafio é ajudar os pequenos a identificar seus medos, aprender a lidar com eles e assim manter esse equilíbrio tão necessário para o desenvolvimento afetivo das crianças.

Sentir medo de barulho costuma aparecer por volta dos 2/3 anos, na fase em que as emoções começam a se transformar em imagens como balão, fogos de artificio e trovão. Isso acontece porque o sistema emocional das crianças ainda não dá conta de compreender muito bem algumas informações recebidas. Então, essas imagens ficam armazenadas na sua cabeça, aparecendo de vez em quando para assustar. O medo se instala e a criança tem dificuldade em seguir tranquilamente a sua rotina.

Esse medo pode ir até os 6 ou 7 anos, quando as crianças passam a ter uma percepção menos inocente dos acontecimentos, uma maior capacidade de compreensão dos fatos e a imaginação mais fraca. Antes disso, sua cabeça ainda está desenvolvendo o pensamento lógico e abstrato, então, ao dizer “Precisamos voar porque estamos atrasados”, é comum que as crianças imaginem pessoas voando.

Cada criança vai reagir ao medo de uma maneira e os sintomas mais comuns são coração acelerado, suor nas mãos e dificuldade para dormir. As reações comportamentais podem prejudicar a rotina da criança e da família e sem os cuidados necessários podem se agravar e se transformar em psicopatologias, como, por exemplo, a fobia social.

Para nós, fica claro que essas figuras não colocarão nossa vida em risco, mas para as crianças, que ainda estão desenvolvendo esta noção de fantasia e realidade, não está tão claro assim. Nosso papel fundamental é auxiliá-las nessa compreensão dos medos que ajudam e dos medos que não ajudam.

Quando o medo já se instalou, podemos ajudar cuidando da nossa reação, do respeito e empatia com o que a criança está sentindo. Ao rir e dizer que não é verdade, estamos desvalorizando a percepção das crianças, o que pode dificultar ainda mais a sua compreensão daquele medo.

Com as crianças menores pode ser mais difícil reconhecer o que assusta. Nesses casos, vale tentar eliminar possibilidades como, por exemplo, questionar se ficar abraçado com a mãe quando um balão estourar ajuda a sentir menos medo. Demonstrando segurança, podemos entrar na fantasia das crianças e desenhar, criar uma história sobre balões heróis. Podemos amenizar o medo utilizando a imaginação e acrescentando o humor ou um final em que fique evidente o lado chato da história e o lado legal e corajoso. Isso tira o balão da realidade e o coloca no mundo das histórias, o que pode gerar uma simpatia da criança com essa figura que tem medo. O Explode Balão é um jogo que gosto muito e que também pode ajudar os pequenos a dar um novo significado para o medo de barulhos.

“Demonstrando segurança, podemos entrar na fantasia das crianças e desenhar, criar uma história sobre balões heróis”

A experiência do brincar com algo assustador faz com que o grande medo vá embora, deixe espaço para os medos que ajudam e o coração se tranquiliza, pronto para enfrentar os próximos desafios da vida.

psicóloga infantil Ana Flavia FernandesPsicóloga Infantil com especialização em Psicodrama, Ana Flávia Fernandes atende as crianças e suas famílias há muitos anos. “Para cuidar bem dos pequenos, também é preciso cuidar dos adultos a sua volta”, explica. Muito querida e atenciosa, ela também nos brinda com a sua sabedoria e experiência clínica no blog Terapia de Criança.

Meninas, se vocês gostaram deste artigo, então vocês não podem deixar de ver outros textos da Ana Flávia, como o artigo “A primeira vez na escola: como ajudar seu filho”, ou ainda entrevistas que fizemos com ela, como o post (super lido por aqui!) “Como educar sem precisar bater ou colocar de castigo”.

Foto: freeimages.com/Milan Jurek

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