Filho com pesadelo e terror noturno: o que fazer

De uns tempos pra cá meu filho Serginho começou a ter pesadelos durante a noite. De vez em quando, ele acorda chorando muito assustado e até gritando (e meu coração dispara de susto, fico agoniada!). Comecei a pesquisar o assunto e percebi que episódios de pesadelos e terror noturno são muito comuns em crianças pequenas, principalmente entre 1 e 3 ou 4 anos).

Para entender melhor porque isso acontece e tentar evitar essas situações procurei a Patrícia Dias, consultora de sono da Casa Moara e responsável pela Materno Mundi.  Ela explicou que durante o sonho o cérebro organiza os eventos e emoções do dia, assim as crianças passam mais tempo no estágio dos sonhos enquanto dormem, fazendo com que tenham mais sonhos que os adultos. “Os sonhos das crianças podem ser exageros surreais da vida real e crianças nessa faixa etária são curiosas e bem criativas, o que faz com que essa imaginação reflita durante o sono”, diz.

Mas como saber se nosso filho teve mesmo um pesadelo? Patrícia conta que um pesadelo é um sonho ruim que faz com que a criança desperte total ou parcialmente. Ela se lembra do que aconteceu e retém as emoções de medo ou ansiedade que eram tema do pesadelo. “Acordar assustada e, às vezes, chorando, chamar pelo pai ou pela mãe, querer ser confortada e abraçada, relaxar quando se sentir tranquila são algumas das características de quem teve um pesadelo”, detalha.

Pesadelo x terror noturno
A consultora também explica que pesadelos acontecem no estágio dos sonhos e a criança acorda assustada, pode chorar e se lembra do que aconteceu, ou seja, do motivo que a fez acordar. Já o terror noturno ocorre na fase mais profunda do sono, sendo que a criança pode chorar, gritar, gemer e se debater. Geralmente ela está de olho aberto, mas não acordada, não sabe que os pais estão ali e não se acalma. “Quando a criança tem o pesadelo, ela fica com medo de voltar a dormir, lembrando-se do que estava sonhando e a assustou. No caso do terror noturno, depois que a crise passa, ela volta a dormir tranquilamente e não se lembra do que aconteceu”, detalha Patrícia.

Como lidar com a situação

  • Ofereça conforto e mostre que você está ali para o que seu filho precisar.
  • Fique com a criança até sentir que ela relaxou e está pronta para voltar a dormir.
  • Mantenha-se calma, pois assim você estará passando segurança e tranquilidade.
  • Antes de sair do quarto, preste atenção se seu filho está bem para voltar a dormir.

Dá para evitar?
Patrícia explica que não há como impedir que as crianças tenham pesadelos ou terrores noturnos. O importante é manter a calma para acalmar a criança no momento do pesadelo ou esperar o terror noturno passar, mesmo que você queira tomar alguma atitude na hora da crise. Algumas atitudes que podem reduzir o número e a intensidade dos episódios:

  • Preste atenção nos programas e filmes que a criança assiste, principalmente antes de dormir.
  • Evite livros com ilustrações e histórias que possam perturbar a mente da criança.
  • Observe se a criança está dormindo suficiente, pois crianças cansadas ou com privação de sono tendem a ter mais episódios de pesadelos ou terrores noturnos.
  • Mantenha uma rotina de sono calma e tranquila. Quanto antes a criança tiver bons hábitos de sono, melhor será a sua saúde física e mental e menores serão as chances de ocorrerem episódios de pesadelo e terror noturno.
  • Se seu filho faz uso de algum medicamento, verifique se este pode afetar o sono (converse com o pediatra).

Quando procurar um especialista
Patrícia lembra que é importante procurar a orientação de um especialista de sono sempre que os pais estiverem preocupados com a qualidade do sono do seu filho e, especialmente, nessas situações:

  • Se os pesadelos forem frequentes ou intensos.
  • Se os terrores noturnos acontecerem mais de três vezes por semana.
  • Se você sentir que seu filho está com medo de dormir por causa dos pesadelos.
  • Se você perceber que durante os episódios a criança se coloca em algum perigo, por exemplo, como correr.

Queridas, depois de tanta informação bacana que a querida Patrícia Dias compartilhou com a gente me sinto mais tranquila e segura sobre esse assunto. Já estou colocando em prática essas dicas e, felizmente, o Serginho tem tido bem menos pesadelos. Se você também está vivendo isso na sua casa, espero que meu post possa te ajudar!

Beijos, da Mamãe Prática Fabi

Foto: Sueli Zischler Photography

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2 ideias sobre “Filho com pesadelo e terror noturno: o que fazer”

    1. Que bom que gostou Bisker! Espero que as dicas sejam úteis para você e que sua filha supere logo essa fase. Beijos, da Mamãe Prática Fabi

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