Seletividade alimentar

Seletividade alimentar: por que não rotular a criança?

Olá mamãe! Você sabia que a seletividade alimentar das crianças é algo bastante complexo? Ela é tão complexa que, em muitos casos, recomenda-se um diagnóstico e acompanhamento multidisciplinar da criança, envolvendo profissionais como nutricionistas, psicólogos, pediatras e fonoaudiólogos, por exemplo.

Ao mesmo tempo, é comum as crianças terem preferências alimentares, assim como os adultos. Pense em você mesma: o que você gosta e o que não gosta de comer?

Assim, é comum o ser humano mudar suas preferências alimentares e não querer comer algo de vez em quando; é normal.

Mas o que não é bacana é rotular as crianças como algo do tipo: “difícil pra comer”, “chato pra comer” ou “meu filho não gosta de comer nada”.

Todas essas mensagens ditas diretamente ou indiretamente à criança não vão ajudar em nada seu filho a se aproximar dos alimentos; pelo contrário, só irão atrapalhar.

Mesmo que a criança não seja tão seletiva assim, ela vai ouvir essas mensagens e poderá assumir esse papel. De forma inconsciente, ela vai fazer de tudo para mantê-lo.

E se você ainda acredita que é “frescura” do seu filho não querer comer, recomendo a leitura de dois livros muito interessantes que explicam em detalhes a falta de apetite e a seletividade alimentar na infância, inclusive as causas orgânicas da dificuldade alimentar, que muitas vezes não foram percebidas pelos pais ou profissionais de saúde:

– “Por que meu filho não quer comer?”, da fonoaudióloga Patrícia Junqueira (pela Ide@ Editora).

– “Quando seu filho não quer comer (ou come demais)”, da médica norte-americana Irene Chatoor (pela Editora Manole).

Dicas práticas para te ajudar com a seletividade alimentar e não rotular:

  1. Se alguém perguntar: “seu filho come bem?” Você pode dizer: “Sim, ele está aprendendo e se esforçando”.
  2. Converse com a família sobre isso para que outras pessoas não rotulem seu filho.
  3. Ao invés de “fazer seu filho comer”, procure estimular o interesse da criança pelos alimentos.
  4. Perceba quais são os sinais da criança quando rejeita algum alimento. Ela chora, vira o rosto, engasga ou vomita? Vale procurar um especialista em seletividade alimentar para analisar se há alguma causa orgânica e/ou dificuldade relacionada ao sistema sensorial da criança, por exemplo.

Conforme explica a fonoaudióloga Patrícia Junqueira em seu livro, algumas crianças só sentem conforto com alimentos crocantes. Outras preferem alimentos picantes e apimentados, além de adorarem o sabor bastante salgado. A questão sensorial é muito importante e vale uma avaliação médica.

Como você foi nomeada (ou rotulada) na infância? O que seus pais diziam de você? Com certeza, não é assim – “chato(a) pra comer” – que qualquer criança gostaria de lembrar da sua infância.

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Beijos, da Mamãe Prática Mari.

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Beijos, da Mamãe Prática Mari

Mariana Branco com a sua filha ManuAlém de editora do blog Mamãe Prática, Mariana Branco é mãe da Manuela, coach de mães e mentora no curso online do Criando AMORas em Conexão Mãe e Filho Por Meio da Alimentação. A partir da sua experiência em ministrar oficinas infantis presenciais com Comidas Criativas e Divertidas, do sucesso na educação alimentar da sua filha e com base em estudos constantes em torno da dificuldade alimentar infantil, ajuda mães a vivenciarem refeições mais felizes e a criarem filhos motivados a experimentar e comer melhor. Saiba mais: http://criandoamoras.com.br/meufilhonaocome/

Foto/Abertura: freeimages.com

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