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Seletividade alimentar: por que não rotular a criança?

Olá mamãe! Você sabia que a seletividade alimentar das crianças é algo bastante complexo? Ela é tão complexa que, em muitos casos, recomenda-se um diagnóstico e acompanhamento multidisciplinar da criança, envolvendo profissionais como nutricionistas, psicólogos, pediatras e fonoaudiólogos, por exemplo.

Ao mesmo tempo, é comum as crianças terem preferências alimentares, assim como os adultos. Pense em você mesma: o que você gosta e o que não gosta de comer?
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5 formas de conexão com seu filho por meio da refeição

Olá meninas! Você costuma dizer “meu filho não come”? Chegou a hora do almoço e é aquela confusão: gritaria de um lado e choradeira do outro. Se a sua rotina anda assim, chegou a hora de parar para refletir de que forma anda seu vínculo com seu filho.

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Alimentação: dez dicas para manter boa comunicação com seu filho na hora da refeição

A alimentação infantil lúdica e afetiva tem sido tema constante aqui no blog. Se você já nos acompanha há bastante tempo já teve ter ouvido falar também dos nossos outros dois projetos, o curso online do Criando AMORas (onde a Mari atua como coach de mães e mentora em Conexão Mães e Filhos Por Meio da Alimentação Saudável) e a Loja Mamãe Prática, da Fabi, que tem como tema a Cozinha Divertida).

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Posts + lidos: Crianças com colesterol alto

Nutricionista traz dicas de substituições e lanches para crianças com colesterol alto

Crianças que têm muita resistência na hora de comer frutas e verduras, mas que adoram alimentos industrializados. Será que aí na sua casa você também enfrenta esse problema? Cuidado, o seu filho (magrinho ou gordinho) pode estar com colesterol alto! “Criança magra não é sinônimo de criança saudável, pois neste caso ela pode comer pouco, mas alimentos pobres em nutrientes e ricos em gorduras”, explica a nutricionista Luciane Gonçalves de Lima, conselheira do Conselho Regional de Nutricionistas 8ª Região (CRN-8)

A situação é mais comum do que a gente imagina. E uma das explicações é o modo de vida da sociedade atual e a alimentação adotada por grande parte dos brasileiros. Para Luciane, que também é professora do Curso de Nutrição da Faculdade Evangélica do Paraná e autora do livro Alimentação infantil: receitas nutritivas e equilibradas (Ed. Juruá), o consumo exagerado de produtos industrializados é o principal responsável pelos casos de obesidade, diabetes, hipertensão e colesterol alto entre crianças e adolescentes. “Além da quantidade elevada de conservantes, aromatizantes e outros químicos, responsáveis por alergias e problemas gastrointestinais, a falta de fibras dos alimentos industrializados pode causar constipação. Muitos produtos também contêm altas taxas de sódio, caso dos refrigerantes e do macarrão instantâneo, que causam retenção de líquidos e pressão alta”, alerta.

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7 maneiras para lidar melhor com a criança que não come

Enquanto o meu sobrinho, o Serginho, é bom de garfo e come rapidinho, uma colherada atrás da outra, a minha Manuela ENROLA, enrola tanto a ponto de a gente perder a paciência. Sim, perdemos muito a paciência com ela na hora da refeição. Mas, será que não é a gente que está querendo apressá-la demais? Será que, simplesmente, esse é o ritmo dela e a gente precisa respeitá-lo? Ou será que daria para tentar evitar que ela ficasse tão distraída durante as refeições?

Como existem MUITAS mães que passam pelo mesmo problema que eu ou até situações piores que a minha, entrevistei a escritora, pedagoga e psicóloga Elizabeth Monteiro sobre esse assunto.

Também autora dos títulos “Criando filhos em tempos difíceis” e “Cadê o pai dessa criança?”, ambos pela Summus Editorial, entre outros, Betty dá orientações às leitoras do blog Mamãe Prática e até cita medidas práticas que podemos tentar fazer em casa. Veja a seguir a sua visão sobre o tema “meu filho não come”, situação que aflige muitos pais, tios e avós.

1. Trabalhe os sentidos da criança

Novos estudos associam a rejeição a certos alimentos a uma questão de falta de integração sensorial da criança, dos sentidos da criança. Aquela que não tem os cinco sentidos integrados pode rejeitar o alimento porque, para ela, ele tem um cheiro ruim ou o visual, o paladar ou a textura, por exemplo, causam alguma repulsa. Portanto, estudos recentes associam a rejeição da comida não apenas pela questão comportamental, mas pela falta de integração dos sentidos da criança. O tratamento é feito com fonoaudiólogos para trabalhar os sentidos, a deglutição, a mastigação. É por isso que os bebês precisam sim colocar a mão na comida e se sujar!

2. Dê o exemplo, sempre!

Às vezes a próprias mães ou pais têm aversão a algum alimento e passam esse “sentimento” aos filhos. Se o pai falar “isso eu não como”, a criança estará vendo. Se ela ouvir a mãe dizendo “eca, que coisa horrível!”, irá aprender por imitação. Nenhuma criança escuta seus pais, mas todas imitam seus pais. Portanto, fique atento se você mesmo não costuma ser muito seletivo na sua alimentação.

3. Evite o estresse

Fique atento por que a criança não quer comer: se é birra ou se, simplesmente, ela não está com fome ou não está disposta a comer aquilo. O importante é não transformar essa hora num teatro que vai se repetir. Depois de meia hora, se a criança não aceitou certo alimento, pare de oferecê-lo.

Se for para não se instalar esse enfrentamento e estresse na família na hora da refeição, é válido dar o brinquedo, pois durante essa situação de conflito o vínculo afetivo fica deteriorado, justamente em um momento que precisa ser amoroso. A mãe precisa se virar e ter flexibilidade e são válidos recursos para não entrar no lugar em que a criança quer colocar você, como o da mãe chata, da mãe que insisti muito.

4. Entenda o ritmo da criança

Pode ser que seu filho seja, simplesmente, mais lento para comer. Mas também existem aqueles que se distraem com a comida na boca se a TV estiver ligada. Ou, ainda, há crianças que podem manipular os pais ao comer devagar e, dessa forma, chamar mais a atenção. Por isso, é preciso observar com atenção o contexto.

5. Respeite e não faça chantagens

Existe um limite entre o que é insistência e o que é desrespeito. Assim, também é preciso respeitar quando a criança não quer comer determinado alimento, pois dessa forma os pais estarão ensinando uma coisa muito importante: o respeito. E isso não se faz com gritos, colocando seu filho de castigo ou fazendo ameaças.

Muitos pais fazem chantagens, mas não as cumprem. “Se não comer, vou desligar a televisão”, pode ser fácil, mas “se você não comer, você não vai à festa da sua amiguinha hoje”, nem tanto. Portanto, não faça ameaças que você sabe que não vai cumprir.

6. Seja criativo na cozinha

Procure desenvolver o paladar do seu filho criando pratos diferentes e preparando o mesmo alimento de formas e texturas diferentes. E sempre estimule a criança a provar. Se ela não aceitou provar em um momento, não desista, tente em outro. E seja mais criativo na cozinha. Cozinhe o feijão com legumes e verduras, por exemplo. Procure descobrir alimentos que tenham o mesmo valor nutricional, pois caso a criança não aceite determinado alimento, você poderá substituí-lo por outro. Neste caso, se necessário, vale procurar a ajuda de um nutricionista.

Veja aqui ideias criativas para fazer com frutas!

7. Procure agir mais e falar menos

Não adianta transformar a hora da refeição em um “campo de batalha”. Se seu filho faz muita birra para não comer, você pode usar estratégias, como 1) Estratégia do relógio, 2) Estratégia das porções menores e 3) Estratégia de se afastar, supervisionando a criança de longe – medidas que tiram o foco do estresse, da tensão que a criança percebe existir nos pais para que ela coma. Às vezes, seu filho só quer chamar a atenção. Conheça aqui as 3 estratégias.

E vale sempre lembrar: procure levar seu filho no mercado com você, envolva-o no preparo das refeições e até na hora de fazer seu prato. Crie o interesse pelos alimentos e pela gastronomia.

Mamães, o que vocês acharam da visão sobre o assunto da psicóloga Betty Monteiro? Vão tentar colocar alguma dica em prática? Depois contem pra gente.

Em tempo:

Conheça nossos projetos ligados ao tema da alimentação infantil que visam ajudar as famílias a aumentarem o repertório alimentar dos seus filhos por meio do lúdico e da conexão pais e filhos.

Acesse:
Loja Mamãe Prática
Criando AMoras

Beijos, da Mamãe Prática Mari

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Foto: Chrissi Nerantzi/freeimages