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Ácido fólico: 6 motivos para você não esquecer de tomá-lo na gravidez

Há mais de três anos, quando contei para a família e amigos a notícia de que estava grávida, lembro que muitos me perguntaram: você já está tomando ácido fólico, não é? Na época eu não entendia direito por que esse tal de ácido fólico era tão importante, mas hoje entendo que essa vitamina do complexo B é fundamental para a saúde da gestante e do bebê.

Tanto é que nos Estados Unidos os ginecologistas recomendam que toda mulher em idade fértil tome ácido fólico, mesmo que não esteja planejando engravidar.

No Brasil, desde 2002, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a adição da substância na composição de farinha de trigo e de milho como objetivo de aumentar a ingestão desse nutriente pela população, ajudando a prevenir problemas no desenvolvimento dos bebês durante a gestação.

Mas, afinal, por que o ácido fólico é tão importante?

Conhecido também como folato ou vitamina B9, o ácido fólico contribui de forma significativa para a saúde da gestante e do bebê. Olha que interessante as informações que encontrei no “Guia da Gravidez: Alimentação, Exercícios e Dores” e que recebi autorização para dividir aqui com vocês:

  1. O ácido fólico ajuda a prevenir doenças do tubo neural no bebê como a espinha bífida (quando a medula espinhal não se fecha por completo) e do cérebro, como a anencefalia. Os defeitos do tubo neural acontecem durante o estágio inicial de desenvolvimento, muitas vezes antes até que as mães saibam que estão grávidas.
  1. Mulheres que começam a tomar a dose diária de ácido fólico recomendada (no mínimo 400 mcg ou 0,4mg) um mês antes de engravidar e durante o primeiro trimestre da gestação reduzem o risco de o bebê ter problemas do tubo neural de 50% a 70%.
  1. Pesquisas indicam que o ácido fólico pode reduzir o risco de outros problemas, como lábio leporino e certos tipos de distúrbios cardíacos.
  1. Nosso corpo precisa de ácido fólico para produzir glóbulos vermelhos normais e prevenir a anemia. A falta da vitamina na alimentação pode levar a um tipo de anemia conhecido como anemia por deficiência de folato com sintomas como cansaço e fraqueza, semelhantes aos sintomas de anemia por deficiência de ferro.
  1. O ácido fólico é essencial na produção, na reparação e no funcionamento do nosso DNA. É o “tijolo” que compõe nosso mapa genético e células. Sua ingestão correta é importante para o rápido crescimento celular da placenta e do bebê.
  1. Estudos sugerem que o ácido fólico pode reduzir o risco de pré-eclampsia, quadro de pressão alta que acomete a saúde da gestante e do bebê.

É por todos esses motivos que os médicos costumam prescrever a suplementação de ácido fólico assim que a gravidez é confirmada ou mesmo antes, quando a paciente sinaliza o desejo de engravidar (esse foi o meu caso, quando decidi que queria engravidar, minha médica já receitou o medicamento).

A partir do segundo trimestre de gestação, o suplemento já não é mais necessário, mas seu uso contínuo pode ser mantido sem prejuízo para a mãe ou o bebê (consulte o seu médico).

“O ideal é que a mulher já esteja tomando o suplemento mesmo antes de engravidar porque o desenvolvimento fetal é muito rápido no início da gestação, e os tubos neurais do bebê se fecham durante as quatro primeiras semanas de gestação” (Trecho do Guia da Gravidez).

Alimentos ricos em ácido fólico

Talvez você esteja se perguntando: mas não posso consumir alimentos que contenham essa vitamina? Sim, pode e deve!

O que acontece é que a maioria das mulheres não consegue consumir quantidades suficientes de alimentos ricos em ácido fólico. Além disso, estudos mostram que o corpo humano absorve melhor a versão sintética (ou seja, fabricada) desta vitamina do que aquela que está presente nos alimentos. Por isso, existe a necessidade de suplementação.

Esses são os principais alimentos fontes de ácido fólico e que se recomenda incluir na alimentação das gestantes (e tentantes):

  • Aspargos
  • Batata grande (daquele do tipo para assar com casca)
  • Carne vermelha
  • Feijões, lentilha e ervilha
  • Frutas cítricas como limão, laranja e tangerina
  • Gérmen de trigo
  • Ovo cozido
  • Salmão
  • Verduras escuras como couve manteiga, brócolis, espinafre e escarola

O ideal é não cozinhar demais as verduras e legumes para não perder a vitamina. Cozinhe os alimentos em uma panela tampada com o mínimo de água possível ou no vapor.

Meninas, vale lembrar que é sempre importante consultar um médico antes de tomar qualquer medicamento. E nesse caso, o pré-natal é fundamental para a avaliação e o acompanhamento da sua saúde e do seu bebê.

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Beijos, da Mamãe Prática Fabi

Foto: Sueli Zischler Photography

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