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8 dicas fundamentais para melhorar a nutrição do seu filho

Você já deve ter percebido que a alimentação infantil é um assunto sempre presente aqui no blog Mamãe Prática, afinal, a nutrição e a saúde das crianças é sempre uma preocupação constante dos pais.

Por isso, além de falarmos sobre problemas relacionados às crianças que comem mal, como você pode ver aqui (sobre obesidade) e aqui (sobre colesterol alto), hoje trago pra vocês orientações para nós, pais, melhorarmos a nutrição de nossos filhos – sejam aqueles acostumados a comer de tudo ou aqueles que costumam dar muito trabalho e deixar os pais de “cabelo em pé” na hora da refeição.
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“Meu filho não come”: conheça 3 estratégias para agir mais e falar menos

Por que algumas crianças não querem comer? Para a escritora, pedagoga e psicóloga Elizabeth Monteiro, passando a fase de adaptação, é natural que o bebê se alimente bem, comendo papinhas e sopinhas. “Em geral, até 1 ano e pouco, os bebês não costumam dar tanto trabalho para comer”, comenta.

Mas depois dessa fase, muitos bebês podem rejeitar certos alimentos, principalmente quando se inicia a introdução de novos sabores. De acordo com a psicóloga, é aí que, dependendo da atitude da mãe ou de outra pessoa que alimenta essa criança, os filhos podem fazer chantagem ou então pode se estabelecer um vício relacional. “A criança aprende que, na hora da comida, a mãe dá brinquedo, ‘se vira nos 30’ para que ela coma, e então começa a manipular a mãe. Ela passa a comer só de baixo de briga ou de choro, e todo dia o vício se repete. As mães ficam aflitas e insistem demais para a criança comer”, explica.

Para Betty, geralmente as mães e os pais falam muito, brigam muito com a criança para ela comer, além de fazer ameaças que não cumprem. Por isso, a solução pode estar em agir mais e falar menos. Veja 3 estratégias para agir sugeridas pela pedagoga que também é autora de diversos livros, entre eles, “Criando filhos em tempos difíceis” e “Cadê o pai dessa criança?”, ambos pela Summus Editorial.

Essas dicas são sugeridas, em especial, às crianças que fazem birra na hora da refeição, criando o que Betty denominou como vício relacional (só comem diante de muito choro e muitas brigas com os pais ou cuidadores).

Meu filho não come: 3 formas de agir

Estratégia 1: use o relógio
Coloque na mesa ou perto da mesa um relógio e combine com a criança: “olha, você terá um tempo para comer. Você tem que comer até o ponteiro chegar aqui, nesse horário”. Quando a criança conseguir, dê os parabéns, abrace e até dê um pirulito (sem prometer antes) ou outra coisa que a criança se sinta premiada por cumprir a tarefa (reforçando, se você não é favorável a dar pirulito, opte por outra coisa). Mas se chegar a hora de ir para a escola e a criança não comeu, mostre a ela o que aconteceu. Diga: “Olha só, o ponteiro chegou aqui, está na hora de ir para a escola e você não comeu”. E leve a criança para a escola sem comer mesmo.

Então, sabe aquela criança que brinca, briga, chora e não come? A ideia aqui não é apressá-la para comer rápido, o que pode tornar a refeição algo estressante; a proposta é mostrar à criança que é preciso se distrair menos durante a refeição e que, agora, é o momento de comer. E, segundo Betty, criança não precisa “limpar o prato” sempre. “Acho uma falta de respeito fazer a criança comer ‘goela abaixo'”, analisa.

Estratégia 2: faça pequenas porções
Divida a refeição em porções menores e parabenize a criança a cada conquista, a cada porção consumida. Diga “Parabéns, muito bem, agora vamos lá!”, e faça outro “montinho”. A criança não precisa limpar o prato. Faça pequenas porções e, de repente, deixe a criança escolher. Tenha bom-senso e também muita paciência, pois nesses momentos difíceis os pais perdem a paciência.

Estratégia 3: saia de perto
Se você perceber que a criança está “enrolando” ou não querendo comer, fazendo birra apenas para chamar a sua atenção, saia de perto, mas, claro, supervisionando-a de longe. Deixe seu filho comer sozinho, pois, não tendo plateia, ele irá acabar comendo. Saia de perto e diga, por exemplo: “Quando você acabar esse montinho, você me chama”, e saia de perto. A criança assimila toda aquela tensão que está em você e, fazendo isso (saindo), você tira o foco dessa tensão.

A proposta aqui não é fazer a criança comer sozinha o resto da vida! É claro que a refeição em família é importante! Essa estratégia visa ensiná-la que ela não precisa fazer birras na hora da refeição e que esse momento não precisa ser um momento estressante e de brigas com seus pais ou cuidadores. Uma vez que a criança assimile isso e passe a se alimentar, a mãe não precisa mais se afastar.

Mamães, vocês concordam com essas estratégias? Acham que seu filho precisa comer tudo que está no prato? Essas dicas da psicóloga fizeram eu mesma refletir minha atitude como mãe na hora da refeição.

Beijos, da Mamãe Prática Mari

Foto: freeimages/ Peter Galbraith

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Crianças com colesterol alto: uma visão médica

Pediatra explica por que há tantos casos de crianças com esse problema

Dr. Moises
Segundo o Dr Moises Chencinski, o diagnóstico de colesterol alto está sendo procurado mais precocemente pelos médicos

Antigamente, era muito difícil ouvirmos casos de crianças com hipercolesterolemia, o termo médico para o que chamamos popularmente de “colesterol ruim” ou “colesterol alto”, ou seja, quando existe um nível elevado de LDL (lipoproteína de baixa densidade) no sangue.

O fato é que, no passado, muito antes dos anos 2000, as crianças viviam de outra forma e também comiam de maneira bem diferente dos dias de hoje. Se agora é muito fácil e rápido preparar refeições com produtos industrializados e sair para comer fora de casa, quem aí está disposto (ou consegue) ir para a cozinha e preparar receitas mais saudáveis, mas que levam um tempo significativo para preparar?

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Como evitar que seu filho tenha problemas com a balança

Médico enumera medidas que podem ser adotadas em casa pelos pais

Dentre os temas mais pesquisados em nosso blog, a alimentação infantil e problemas associados à má alimentação estão entre os assuntos mais lidos e comentados. Por isso, gostei muito das novas dicas apresentadas pelo pediatra Moises Chencinski, que já participou do nosso blog aqui, aqui e aqui.

Desta vez, o médico lembra que muitos pais não percebem que seus filhos estão com problemas de peso. Ele se refere a uma revisão de estudos publicada na revista Pediatrics que revelou que dois terços dos pais subestimam o peso de sua prole. “O dado é preocupante, pois, em estado de negação, os pais não são capazes de reconhecer que seus filhos estão acima do peso, assim, eles não podem tomar as atitudes necessárias para prevenir ou tratar a obesidade”, avalia. É exatamente o que mostra o documentário Muito além do peso, como eu já contei aqui.

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10 erros na educação alimentar das crianças

Tem crianças que comem muito, outras pouco. Tem crianças que odeiam frutas e legumes, outras até gostam um pouquinho… Tem crianças que só comem doces e frituras, outras de vez em quando arriscam um bom prato com feijão.

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